17 agosto 2017

As Descobertas da Vida...

Descobri tanto nos últimos anos...em que "mergulhei" em mim, na vida e nas experiências que esta me trouxe...

Descobri que quanto mais me conheço mais me apercebo o quanto ainda há por descobrir...
Descobri que quanto mais nos trabalhamos e queremos encontrar a nossa própria Luz, mais Sombra se manifesta...para que a possamos iluminar...
Descobri que somos tão mais do que imaginamos ser...e tão pouco sabemos sobre esse nosso potencial...
Descobri que ninguém passa na nossa vida por acaso e todos têm um propósito dessa visita...e que todos somos Mestres e todos somos Discípulos nesta escola da vida...
Descobri que o nosso corpo fala connosco...chegando às vezes a gritar...com dores, sintomas, doenças, sensações...e que na maioria das vezes são apenas mensagens da alma tentando nos orientar e levar de volta ao nosso caminho e ao nosso coração...
Descobri que não existem defeitos em virtudes...mas sim características que devem ser doseadas e equilibradas...e que tudo pode ser equilibrado e doseado...no momento e proporção certa...
Descobri a maravilha das duas palavrinhas "não sei"...que se em algum momento podem gerar pânico e desorientação...noutro podem simplesmente ser vistas como a potencialidade absoluta...pois se "não sei", tudo pode ser!...
Descobri que ninguém é só o que aparenta ser e nem sempre o que se dá a conhecer...que vivemos representando papéis e usando "máscaras" que fomos construindo ao longo da nossa vida para melhor sobrevivermos...ingenuamente...E que por detrás do que se é, se mostra, se faz e até se sente, há tanto...tanto mais...que na maioria das vezes a própria pessoa não o vê...desconhece...
Descobri que a vida é feita de momentos, que tudo passa e tudo é impermanente...
Descobri que tanto podemos ser entusiásticos...como serenos...podemos ser intensos...e equilibrados...extrovertidos e introspectivos...adorar rock e também música zen...explodir a dançar loucamente e também meditar...que nesta nossa unidade de Ser, existe uma dualidade que deve ser reconhecida e vivida...
Descobri que o sofrimento traz sabedoria mas é importante reconhecer a dor e a sua origem para que um dia tudo faça sentido...e que a dor pode até ser inevitável...mas o sofrimento prolongado é uma escolha...
Descobri que a vitimização surge disfarçada das mais variadas formas e que o medo pode ser o nosso melhor amigo...ou o nosso maior bloqueio e impedimento de vivermos genuinamente a vida...
Descobri que a maioria das pessoas não vive...sobrevive...e "perdeu-se" algures no espaço e tempo da sua vivência...entrando na sua caixa e zona de conforto para dificilmente de lá se atrever a sair...
E descobri também que é fora dessa zona de conforto que a magia acontece...e pode haver medo, desconforto, insegurança...mas ultrapassadas estas sensações e emoções, não há palavras que descrevam a tal magia do que se vive e experiência do lado de lá dessa caixinha...
Descobri que não precisamos ser iluminados para ajudar o próximo e que mesmo quem tanto ensina estará sempre a aprender e é um Ser Humano no seu próprio caminho, como todos os outros...
Descobri que aprendemos sempre, sempre...e que todas as experiências são válidas e acrescentam algo...
Descobri que a empatia e compaixão são duas palavras que não se descrevem e apenas se sentem e são fundamentais para qualquer relação saudável e consciente...E que a comunicação, ou fala dela, é uma das grandes causas para tantos desequilíbrios relacionais nos dias de hoje...
E que a gratidão abre as portas do coração para caminhos e sentires tão maravilhosos que dificilmente se traduzem em palavras...
Descobri que a beleza e o amor estão em tudo o que se faz, se é, se vive...e que contemplar assim cada segundo da nossa vida é algo tão precioso e belo quanto difícil e complicado de se aplicar nos nossos dias atribulados que vivemos...
Descobri que o segredo da vida e da felicidade passa muito por simplesmente viver o Aqui e o Agora...algo tão simples...e tão difícil de se fazer...
Descobri que se eu não me amar e respeitar, não o posso exigir a nada nem a ninguém...que eu sou o próprio Centro e que em nada isso simboliza egoísmo...
Descobri que todos espelhamos algo uns nos outros...e tantas pessoas e situações apenas reflectem em nós camadas tantas vezes adormecidas...esperando por ser acordadas...
Descobri que os limites existem e devem ser respeitados...
Descobri que o respeito é muito mais do que ser educado...que a simpatia de nada vale se não for genuína...e que às vezes um simples olhar nos olhos e um sorriso pode fazer a diferença no dia de uma pessoa...
Descobri que olhar nos olhos de alguém é ver a sua alma e essência...é ultrapassar qualquer ideia pré-concebida ou julgamento...é "despirmos-nos" das máscaras e resistências...é libertarmos-nos...
Descobri que prefiro uma certeza que doa a uma incerteza que corroa...e que prefiro a verdade nua e crua a uma mentira que magoa...
Descobri que sou uma grande mulher mas também uma pequena criança...que sou quem tudo dá mas também precisa de receber...sou quem acredita mas também duvida...posso ser furacão mas também sei ser brisa...sou um fogo que arde e também a água que corre...sou tudo isso e muito mais...e descobrir todos esses "meus lados", expressá-los e vivenciá-los tem sido a riqueza da minha própria vida e existência...
Descobri que é muito mais fácil culpar os outros do que olhar para dentro e assumir em que parte somos responsáveis por toda a nossa existência e experiência...e descobri também que não existe culpa, mas sim responsabilidade...
Descobri que, da consciência à integração e realização, ainda vão alguns longos passos...
E descobri que a mente pode ser o nosso maior bloqueio ou a nossa maior força de viver...
Descobri que se realmente acreditarmos, tudo flui e acontece...e que a lei da atracção existe, embora nem sempre assim o consigamos identificar....pois por vezes queremos algo sem ter consciência de que pode não ser o melhor para nós e que muitas vezes o que pedimos é-nos apresentado sobre a forma de desafio e não de "mão beijada"...
Descobri que, como já dizia Gandhi, "é dentro de nós que a batalha deve ser travada" e em nós próprios vivem tantos medos, crenças e bloqueios...
E descobri que, como dizia Fernando Pessoa, "tenho em mim todos os sonhos do mundo" e construo castelos com as pedras que vou encontrando no caminho...
Descobri que a natureza é perfeita e que o mundo tem tanto, tanto para nos ensinar...e que cada vez que viajo descubro um pouco mais de mim...
Descobri que é saindo da minha rotina e de tudo o que me é familiar e dado como garantido, que reconheço mais ainda o quanto tenho, o quanto sou, como vivo...é saindo do que sou habitualmente, que evoluo mais ainda, que me desafio, me perco e me encontro ao mesmo tempo, cada vez mais...
Descobri que às vezes precisamos mesmo de cair para nos aprendermos a levantar...e que outras tantas vezes precisamos, de certa forma, de morrer para renascer e reaprender a viver melhor...
Descobri que já vivi tanto e tanto me falta para viver...e que tudo o que sou hoje se manifesta por tudo o que vivi...que todos temos bagagem e que esta deve servir para crescermos e continuarmos a nossa "viagem" e não para nos prender ao peso que trazemos na "mala"...
Descobri que devemos esvaziar gavetas e malas, libertar o velho para dar lugar ao novo...
Descobri que não há certo nem errado, não há escolhas boas ou más...há caminhos que escolhemos...e que tudo está certo e nos conduzirá onde temos de chegar...
Descobri que não devo fazer muitos planos para não estragar os planos que a vida tem para mim...mas que devo continuar a sonhar, planificar e idealizar os meus sonhos e tudo o que quero Ser e alcançar...
Descobri que seguindo o caminho do coração, nada pode correr mal...ainda que por alguns momentos possamos colocar tudo em causa fruto dos medos, inseguranças e desafios que a vida nos vai trazendo...
Descobri que a vulnerabilidade não é uma fraqueza mas sim tamanha força capaz de nos transformar...e que ser tanto vulnerável quanto guerreira é uma das tantas dualidades que constituem a unidade do meu Ser...
Descobri que a escolha de ser consciente e querer evoluir e Ser mais e melhor, pode trazer momentos dolorosos mas é extremamente gratificante e recompensadora...
Descobri que podemos nos divertir tanto de formas tão simples e saudáveis...e que nos esquecemos da nossa criança interior desde tão cedo...
Descobri que dançar como se ninguém estivesse a ver e como se não houvesse amanhã, é das melhores terapias e libertações que todos deveriam experimentar...
Descobri que a nutrição é muito mais do que comer bem, é alimentar o corpo e a alma...é nutrir o coração e a própria vida...

Descobri isto tudo ao longo dos últimos anos da minha vida....e descobri que quanto mais descubro, mais me espanto e delicio com a magia e vivência destas descobertas!







05 agosto 2014

É urgente parar...

Mente cheia…prioridades trocadas…

No mundo que vivemos nos dias de hoje, é muito fácil a nossa mente estar cheia de “ruído interno” e tudo ser uma prioridade, menos nós próprios…
Não há espaço na nossa mente e na nossa vida para mais nada…é o trabalho, os filhos, a casa, as compras, as contas, os amigos, as festas…cada um com as suas “tarefas mentais”…

No entanto, pensemos um pouco:
Como poderei tratar dos meus filhos, se estiver doente?
Como poderei não falhar no trabalho, se estiver esgotada?
Como poderei limpar e arrumar a casa, se não me limpo a mim mesma, nem arrumo a minha própria vida?
Como poderei continuar em festas, se não tratar destas dores que já me corroem?
Como poderei amar alguém, se não me resta tempo nem para mim, quanto mais, para mais alguém?

Por vezes, temos de saber parar…
Por vezes, temos de saber escutar…o corpo….
Muitas dores e muitos sintomas não são mais do que chamadas de atenção…
Por vezes, temos de saber ser a nossa própria prioridade…e nada disto se refere a egoísmo!! Mas apenas e somente na realidade…..se eu não estiver bem, como posso realizar as minhas tarefas bem?

Observo várias pessoas que já ultrapassaram os limites, há muito tempo…e continuam….os sintomas já se manifestam há imenso tempo, mas ignoram….continuam com as prioridades trocadas…

Para além das mentes cheias...o corpo já está esgotado...e tudo lhes passa ao lado...

É urgente o Ser Humano parar…
É urgente o Ser Humano se amar….
É urgente o Ser Humano se ouvir…

É urgente o Ser Humano se tratar…

02 julho 2014

Onde andam as Estações….?

Já não há estações….
Estamos em Julho…chove, faz frio…vento…e algures pelo dia, até faz sol e calor…!
Somos influenciados por estas alterações climáticas, não duvidem disso…mesmo para os mais cépticos…Se a Lua influencia as marés…toda a natureza e o clima influencia o Ser Humano…


Parte I:
O Drama Feminino!

“O que vestir? O que calçar? Está calor…calço sandálias…chego à rua…e começa a chover…(...neura…!!!) … Saio de manhã….está frio e agasalho-me…ao meio-dia estou de tshirt e pensando nos calções que não vesti!!! Está calor para botas…mas pode chover…e  se calhar tenho frio com as sabrinas ou sandálias….!!...”
Este tem sido o “drama” de muitas mulheres nos últimos tempos…pois o tempo, esse, não se decide!!! Já não há estações… E para não falar no cruzamento, outrora absurdo, de roupa misturada no armário e mesmo no corpo! Antes, algures pelo início do verão e Inverno, fazíamos as trocas de roupa…guardando tudo bem empacotado naquele armário escondido lá em cima do guarda-roupa, aquela roupa da estação que se despedia…e colocando tudo bem direitinho nos cabides e gavetas, da nova estação!!! Hoje em dia tal tarefa parece não fazer muito sentido…Às vezes até parece que temos as 4 estações no mesmo dia!
Toca a ter tudo misturado no armário, e muitas vezes até vestido no corpo!
E uma mulher a querer gerir o seu guarda-fato e os seus “pandans”…! Tststststs… J
Os homens neste aspecto não sofrem tanto….têm realmente uns compartimentos diferentes naquele cérebro…bem descomplicados…a “gaveta” do “nada”, como alguém um dia brilhantemente lhe chamou…!


Parte II:
Agora a sério…Já não há estações…e isso confunde a disposição do Ser Humano!

Não é só a confusão da roupa, muito pelo contrário…Somos influenciados por estas alterações e instabilidade climática… E aqui farei um cruzamento das Teorias da Medicina Chinesa - essa Medicina que há milhares de anos se baseia na simples observação da natureza, e do Homem integrado nela….
Ora vejamos…
Na primavera as flores desabrocham…é simbolismo de crescimento! Inicia-se o movimento e energia Yang da nova estação e seguinte – o qual por sua vez simboliza igualmente crescimento, expansão, actividade, sentido direccional para cima, o céu, o sol, o calor, etc etc etc…(entre muitos outros significados e interpretações…)…ganhamos nova energia e vontade de fazer coisas, sair, crescer, estarmos activos… No verão essa energia Yang está no auge, e mais saídas queremos, férias, petiscos, amigos, viagens, actividades ao ar livre, etc etc etc….E de repente, eis que se aproxima o Outono, trazendo consigo o Yin…O Yang dando lugar ao Yin…E a energia Yin de Outuno simboliza a recolha…e se olharmos para a natureza, o que acontece? As folhas caiem…os tons mudam…e os animais preparam-se para hibernar… E nós ainda com aquela energia de verão e do calor, não queremos mudar e não aceitamos muitas vezes bem esta mudança… Inverno…o auge da energia Yin, que simboliza a lua, a emoção, introspecção, passividade, etc etc etc….os animais hibernam… E mais uma vez, nós (seres humanos teimosos!!!) não queremos pensar, recolher, sentir, parar….. E daí tantas depressões que acontecem nas alturas das mudanças de estação…
E agora na actualidade….se assim é de forma geral…como pode não afectar agora que o tempo está tão instável e no mesmo dia parecemos ter as 4 estações??

Parte III:
Como lidar…?

Se me permitem um conselho, que sigo e muito tenho aprendido e superado com ele: reconheçam que são parte integrante da natureza, do universo…! Somos parte da natureza e obviamente que o clima nos vai afectar! Só o reconhecimento e a consciência de que assim somos e assim somos influenciados, pode ajudar muito a ultrapassar ou simplesmente lidar e gerir um momento emocional mais sensível…! Os animais hibernam e repõem as energias que precisam para a estação seguinte…nós também precisamos parar, recolher, recuperar e sim, também pensar e sentir…

Quem é que não tem aqueles momentos típicos, quase “chapa 5!”, algures no ano, em que tem uma espécie de depressão…? Há quem tenha ocasionalmente…há quem tenha sempre na mesma altura e nunca reparou!! Eu tenho, há largos anos!!! E continuo a ter…mas agora, com uma grande diferença: agora reconheço o que se passa, aceito que é aquele o momento, sinto-o e deixo-o ir! Já não me afecta da mesma maneira, de todo!



"Regresso..."

Quase 5 anos depois, regresso...

Na vida, há momentos em que temos de dar prioridade a outras coisas...e eu dei prioridade à escolha que fiz, há 5 anos atrás...
Mal eu sabia a mudança radical que iria "sofrer"...
Escolhi mudar, escolhi estudar, escolhi investir....em mim, numa formação, nos outros...na vida!
Olhando para trás....reflicto...e sorrio!!!
Regresso agora, após 5 anos de árduo empenho e dedicação, do maior investimento a todos os níveis da minha vida...e que gratificação me trouxe! Por chegar onde cheguei! Por ter concluído o que me propus!

Regresso à escrita...regresso à vida social....regresso ao tempo livre...regresso a mim!! Regresso com um grande sorriso na cara, que me preenche e me satisfaz! Regresso....mas do que afinal nunca abandonei....o meu caminho!!

Tanto suor...tanto esforço...mas tantos sorrisos, tanta evolução! Tanto conhecimento novo e tanta experiência! Tantas ferramentas novas que agora disponho para fazer aquilo que me é destinado e sinto em cada poro do meu corpo: ajudar os outros! Ajudar os outros, através de uma visão holística, natural e milenar!

Curioso foi a determinada altura, perceber que afinal, a forma como eu sentia e pensava, não era tão louca assim...mas havia quem, já há milhares e anos, assim o sentia, pensava, estudava...

Pelo caminho afastei-me de tantas pessoas...mas "não há longe nem distância" como um dia disse a uma boa e "velha" amiga...e os amigos que se mantiveram, comprovaram isso mesmo! Afastei-me de uns...e alguns mesmo deixei-os ir.....e o universo retribuiu-me com uma "nova família"...! Sim, porque a família, nós não a escolhemos (ou até escolhemos.....)....escolhemos os amigos, os namorados, mas não a família....tal como um grupo de colegas e amigos que me trouxe esta jornada...não os escolhi, mas eles estiveram lá...estivemos sempre lá, uns para os outros....mesmo não sabendo todos de tudo nas nossas vidas, estivemos lá...apoiámo-nos, de uma maneira ou de outra...

Grata a esta família e à que mantenho e com quem nasci e cresci, que incansavelmente me apoia, sempre!
Grata a todos os meus amigos e a todas as pessoas maravilhosas que fazem parte da minha vida! Grata a todos os que me fizeram de alguma forma aqui chegar.....Grata....à vida!

Regresso... :)


16 setembro 2013

Metade

Porque metade de mim é Fogo
E a outra metade é Água…
Porque metade de mim pode gritar
E a outra metade serenar…
Porque metade de mim está no Céu
E a outra metade assenta na Terra…
Porque metade de mim é Guerreira
E a outra metade é Amor…
Porque metade de mim…é o que É…
E a outra metade, também!!!

31 agosto 2012

Defeitos e Virtudes? Ou Características?

Defeitos e Virtudes não existem...
Aceito-me como sou, e com tudo o que tal implica e acolhe…
Abraço todo o meu lado sombra e o meu lado luz…
As coisas nem sempre são como as vemos e julgamos…são apenas fruto da nossa percepção e pensamentos que muitas vezes são enganadores…embalados por questões mais profundas como medos e inseguranças que temos no inconsciente…
Em tempos julguei-me demasiado agressiva…e que tal agressividade não podia fazer parte do meu ser…eu não a queria…eu negava-a…e ainda para mais, encontrava razões para toda aquela agressividade…
Entendi que deveria ser calma, doce, passiva…
Felizes mergulhos interiores que dei em mim mesma e me fizeram ver…mais fundo…com mais clareza tal assunto…
A mesma agressividade que eu negava por considerar que não queria ser bruta, agressiva, com este impacto que muitas vezes tenho sobre os outros…é a mesma agressividade, a mesma força, a mesma garra, que me dá coragem e me trouxe até onde estou hoje…É a mesma agressividade que me faz “lutar” para chegar onde quero…que não aceita que me rebaixem, que me limitem….que me empurra para a frente quando tudo para trás está tão cinzento…É esta agressividade, esta força…que me dá a capacidade de ultrapassar os momentos difíceis….e que me dá a força e coragem para dizer e fazer o que é preciso….
E negava eu esta força dentro de mim? Porquê? Porque apenas via um só lado dela….o lado que julgamos como “mau”…mas nada é só “mau” ou “bom”…e se formos a ver ainda mais profundamente…não temos defeitos nem virtudes…temos características, que se expressam de determinada maneira e com determinada energia em determinado momento da nossa vida….
Hoje afirmo com um sorriso: Sou bruta sim! Mas tenho tanto ou mais de bruta, como tenho de doce e ternurenta!
Impaciência…Impulsividade…
A impulsividade que pode alguém condenar, por ser também talvez “brusca”, por ser às vezes acto impulsivo e sem pensar…quem sabe até possa alguém por isso magoar…Mas ser impulsivo…nem sempre é “mau”…Em situações críticas, em momentos difíceis e que é necessário agir rapidamente, ter “sangue frio” como se diz, ter uma acção, sem pensar, apenas agir….viva a impulsividade!!
Estes e outros exemplos poderia dar…pois tudo tem a sua contraparte…ou melhor dizendo, cada nossa característica se expressa não só de uma mas de várias maneiras…
Portanto, deixemos de negar quem somos…deixemos de querer ser diferentes e aceitarmo-nos como somos…E eventualmente, aquele lado “menos bonito” que temos e não gostamos mesmo e até seria mesmo bom mudar…ao aceitarmos, ao abraçarmos esse lado, ele por si só será transformado…
Mas não podemos mudar o que negamos em nós…não podemos negar quem somos, com tudo o que isso implica…
Até porque somos, muito mais do que julgamos Ser!





30 agosto 2012

Uma diferente perspectiva…

Tudo muda.
Se ontem disse algo que difere hoje do que digo…não é porque minto, é porque mudei, é porque evoluo.
A consciência cresce e com ela a nossa verdade também cresce e pode por isso ser diferente do que “julgámos” ser verdade ontem…
Instável…inconstante…
Há quem diga que sou inconstante…
Na verdade, eu própria assim me vejo, de certa forma…
Mas vejamos: o que é ser inconstante?
Não ser sempre igual? Mudar algo frequentemente? Explorar, experenciar novas coisas? Não permanecer em grandes rotinas entediantes?
Sim, sou inconstante!
E vejamos ainda melhor: o que não é inconstante?
O que nunca muda? Nunca é diferente em algum momento? Nunca sai do mesmo lugar, da mesma rotina, do mesmo molde, cor ou forma?
Nada!
Até a mais pequena pedra muda…de lugar…de forma…a natureza disso se encarrega.
A vida muda! O ser humano muda! A consciência e a própria verdade, mudam!
Nada é constante. Fixo. Seguro. Igual.
Então porque passamos nós a vida inteira em busca de algo seguro? Fixo? Estável? Conhecido? Confortável?
Se é na inconstância, na mudança, no incerto, no desconhecido, que reside a própria vida?
Já alguém um dia disse: “Nada de extraordinário acontece dentro da nossa zona de conforto”.



21 outubro 2010

A Vida me ensinou...

"A dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração;
Sorrir às pessoas que não gostam de mim,
Para mostrá-las que sou diferente do que elas pensam;
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade, para que eu possa acreditar que tudo vai mudar;
Calar-me para ouvir; aprender com meus erros.
Afinal eu posso ser sempre melhor.
A lutar contra as injustiças; sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo.
A ser forte quando os que amo estão com problemas;
Ser carinhoso com todos que precisam do meu carinho;
Ouvir a todos que só precisam desabafar;
Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos;
Perdoar incondicionalmente, pois já precisei desse perdão;
Amar incondicionalmente, pois também preciso desse amor;
A alegrar a quem precisa;
A pedir perdão;
A sonhar acordado;
A acordar para a realidade (sempre que fosse necessário);
A aproveitar cada instante de felicidade;
A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar;
Me ensinou a ter olhos para "ver e ouvir estrelas",
embora nem sempre consiga entendê-las;
A ver o encanto do pôr-do-sol;
A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser;
A abrir minhas janelas para o amor;
A não temer o futuro;
Me ensinou e está me ensinando a aproveitar o presente,
como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesmo tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher."

Charles Chaplin

09 setembro 2010

Há livros...

Apesar desta sede de viver, desta sede de conhecimento, sou pouco dada a leituras...Parece um contracenso, pois a toda a hora anseio conhecer mais, saber mais e mais....e tanto assunto e tanto livro que me ocorre para ler...Mas depois, vão ficando pela prateleira...Ora pelo conteúdo, ora pelo tipo de escrita, ora pelo cansaço...Há sempre uma desculpa!....
Poucos foram os livros que me seduziram do princípio ao fim...E este, foi, surpreendentemente, um deles. Quando me emprestaram este livro, olhei para a sua capa espantada, questionando-me como iria eu encontrar interesse e entusiasmo num livro com aquele título? Em resposta à minha reacção, o meu bom amigo disse-me "Nunca julgues um livro pela sua Capa!"......E confiei nele, pois para além de me conhecer, sabia das minhas dificuldades para estas coisas das leituras....
De facto, se tento não julgar qualquer pessoa pelo primeiro impacto, pelo que aparenta ser, porque haveria de o fazer com um mero livro? Nós, seres humanos, e o julgamento....!!
Surpreendi-me em cada página deste livro e apaixonei-me por cada linha...
As maiores lições nesta vida podem ser aprendidas em qualquer momento, com qualquer pessoa...
Deixo alguns excertos...
E...Obrigada Bruno!

Ana Sofia Rodrigues


"Esta praia constitui uma boa metáfora da tua vida (...) A vida é, em muitos sentidos, uma praia. Reflecte uma viagem que tem partes arenosas e partes rochosas, curvas e rectas. Por vezes, vês as ondas retumbantes, ao acordar, e sentes a fúria do oceano; outras vezes, deparas-te com uma calma abençoada e uma quietude magnífica. (...) Compreendi que as leis da vida são precisamente as leis da natureza. Analisa a maneira como a natureza funciona e poderás deduzir como é que a vida, ao seu nível mais verdadeiro, funciona também."

"Pára de te massacrar (...). É como te disse antes: estás exactamente onde deves estar. Pára de questionar o teu percurso e desfruta do lugar onde chegaste. Tudo o que te aconteceu pelo caminho tinha de acontecer. A aceitação é fundamental neste processo. O agora é um momento especial da tua vida: aprecia-o. Estás a recuperar a tua vida original, aquela que te foi destinada, antes de outras coisas se interporem no caminho."

"Todos nós temos de dar às pessoas que nos rodeiam permissão para serem elas próprias. Temos (...) de deixar as pessoas dançarem ao seu próprio ritmo e sentirem-se suficientemente seguras para se revelarem como são, diante de nós. É essa a definição de amor incondicional: incentivar as paixões, amores e sonhos das pessoas, ainda que não concordemos com elas."

Do Livro "O Santo, O Surfista e a Executiva" de Robin Sharma


Chove lá fora....
É verão...e chove lá fora...quase que me dá vontade de ir a correr para a rua...ao invés de me recolher em casa...
Recordo os dias na Tailândia, onde é uma constante chuvas torrenciais e trovoadas repentinas....30 e tal graus, havaina no pé, mas a chuva é tanta tão forte, que somos mesmo obrigados a nos proteger....Passa no instante...em poucos minutos a chuva dá lugar de novo ao sol e as ruas complentamente inundadas vão secando, a pouco e pouco....O calor era tanto que foram muitas as vezes que quando começava a chover eu e outras pessoas iamos a correr de felicidade para a chuva! Ah como é bom não ter regras...como é bom não fazer o esperado, o suposto, o dito correcto!!
Às vezes queria apenas ser um pouco mais louca do que o que sou...fazer tolices e parvoices...onde quer que fosse, com quem quer que fosse.....e nem que fosse, apenas para sacar um sorriso a alguém!!! Já imaginaram conseguir pôr a rir o mais irritante e arrogante dos seres humanos? Que privilégio!

24 agosto 2010

Felicidade Realista

Complicadinho o Ser Humano, não? Onde está escrito que tem de ser assim ou assado? E se está, porque temos de seguir o que já foi escrito e não criar as nossas próprias páginas da vida? Porque será o Ser Humano, constantemente, insatisfeito?
Metas altas? Tantas!

Ana Sofia Rodrigues


"FELICIDADE REALISTA

De norte a sul, de leste a oeste, todo mundo quer ser feliz. Não é tarefa das mais fáceis. A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.

Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica, a bolsa Louis Vitton e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.

É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Por que só podemos ser felizes formando um par, e não como ímpares? Ter um parceiro constante não é sinônimo de felicidade, a não ser que seja a felicidade de estar correspondendo às expectativas da sociedade, mas isso é outro assunto. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com três parceiros, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.

Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.

Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um game onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. "

Martha Medeiros

Seja um idiota

Quantas vezes já dei por mim a dizer "adoro ser parva!" E adoro mesmo...quando estou naquele "estado puro de parvoíce", que brinco com tudo, rio do nada...cada palavra que ouço me faz lembrar uma música que imediatamente me ponho a cantarolar...digo e faço coisas tão parvas, sozinha ou acompanhada, que me fazem sorrir e rir e disfrutar da minha própria parvoíce!
Há melhor "prémio" para os dias difíceis que por vezes vivemos, do que conseguir rir de nós mesmos? Rir do que habitualmente nos consome, nos limita, nos assusta? Há melhor do cantar, dançar e pular, sem razão alguma aparente? Há melhor do fazer surpresas, enviar postais ou mensagens parvas a alguém, apenas e somente para lhe arrancar um sorriso? Há melhor do que ser adulto e conseguir continuar a ser criança?
Não sei porque teimo em ser tão "certinha" às vezes...adoro ser parva!!! Quem me dera ser ainda mais parva, mais dias por semana, mais horas por dia....

Encontrei este belo texto e não pude deixar de o partilhar...

Ana Sofia Rodrigues



"Seja um Idiota

A idiotice é vital para a felicidade.
Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.
No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.
Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.
Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo,soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?
hahahahahahahahaha!...
Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?
É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí,o que elas farão se já não têm por que se desesperar?
Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.
Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa.
Dura, densa, e bem ruim.
Brincar é legal. Entendeu?
Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço, não tomar chuva.
Pule corda!
Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte.
Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável.
Teste a teoria. Uma semaninha, para começar.
Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são:
passageiras. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir...
Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!
Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora?
A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!"

Arnaldo Jabor

Autobiografia em 5 Capítulos

Quantos de nós, não repetimos os mesmo erros, sucessivamente...?
Quantos de nós, não insistimos, constantemente, nos mesmos caminhos...?
Há lições mais demoradas a aprender, nesta escola da Vida...

Ana Sofia Rodrigues


"1) Caminho por uma rua.
Há um buraco profundo no passeio
E caio lá dentro.
Estou perdido…não sei o que fazer.
A culpa não é minha.
Preciso de uma eternidade para descobrir a saída.
2) Caminho pela mesma rua.
E lá está um grande buraco no passeio.
Finjo que não o vejo.
Caio outra vez.
Custa-me a acreditar que esteja no mesmo lugar,
Mas a culpa não é minha.
Ainda preciso de muito tempo para sair.
3) Caminho pela mesma rua.
Há um profundo buraco no passeio.
Vejo que lá está.
Mas caio…já é um hábito
Tenho os olhos abertos,
Sei onde estou
Mas a culpa é minha.
E saio imediatamente.
4) Caminho pela mesma rua.
Há um profundo buraco no passeio.
E passo ao lado.
5) Caminho por outra rua.”

Do “O Livro Tibetano da Vida e da Morte”

22 agosto 2010

"O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até si."

Mário Quintana


Numa tarde fria em Paris, nevava…
Um cego encontrava-se sentado no chão de uma rua no Centro daquela linda e maravilhosa cidade…
O chapéu à sua frente pedia as esmolas e ao seu lado,
Encontrava-se uma tabuleta que dizia:
“Por favor ajude-me, sou cego”
O chapéu continuava vazio…
As pessoas passavam e ignoravam…
Até passar um criativo…
Olhou, parou…
Apagou o que estava escrito na tabuleta e escreveu outra frase…
A partir desse momento as moedas não pararam de cair no chapéu…
Incrédulo, o cego aproximou-se de uma das pessoas que lhe depositava a sua esmola e pergunta:
“Desculpe, pode-me dizer o que está escrito na tabuleta?”
O Sr. Responde:
“Está a nevar em Paris e eu não consigo ver”
“Podemos facilmente perdoar uma criança por ter medo do escuro.
A verdadeira tragédia da vida, é quando um adulto tem medo da luz.”

Platão



Onde colocarias o sal?

"O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal num copo de água e bebesse.
- Qual é o sabor? – perguntou o Mestre.
- Ruim – respondeu o jovem.
O Mestre sorriu e pediu que ele pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem colocou o sal no lago. Então o velho disse:
- Bebe um pouco dessa água.
Enquanto a água escorria pelo queixo do jovem, o Mestre perguntou:
- Qual é o sabor?
- Bom! – disse o jovem.
- Sentes o sabor do sal? – perguntou o Mestre.
- Não – respondeu o jovem.
O Mestre então sentou-se ao lado do jovem, pegou nas suas mãos e disse:
- A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando sentires dor, a única coisa que deves fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a tua volta.
É dares mais valor ao que tens do que ao que perdeste.
Por outras palavras: É deixares de ser Copo, para te tornares num Lago."

Outro tipo de mulher nua

"Depois da invenção do photoshop,
até a mais insignificante das criaturas
vira uma deusa, basta uns retoquezinhos,
aqui e ali.
Nunca vi tanta mulher nua.
Os sites da internet renovam semanalmente
seu estoque de gatas vertiginosas. O que não falta é candidata
para tirar a roupa. Dá uma grana boa.
Os sites da internet renovam semanalmente
seu estoque de gatas vertiginosas.
E o namorado apóia, o pai fica orgulhoso,
a mãe acha um acontecimento, as amigas invejam,
então pudor pra quê?
Não sei se os homens estão radiantes
com esta multiplicação de peitos e bundas.
Infelizes não devem estar, mas duvido que algo
que se tornou tão banal ainda enfeitice os que têm mais de 14 anos.
Talvez a verdadeira excitação esteja, hoje, em ver uma mulher se despir de verdade... emocionalmente.
Nudez pode ter um significado diferente e muito mais intenso.
É assistir a uma mulher desabotoar suas fantasias, suas dores,
sua história. É erótico ver uma mulher que sorri, que chora,
que vacila, que fica linda sendo sincera, que fica uma delícia sendo divertida,
que deixa qualquer um maluco sendo inteligente.
Uma mulher que diz o que pensa, o que sente e o que pretende,
sem meias-verdades, sem esconder seus pequenos defeitos.
Aliás, deveríamos nos orgulhar de nossas falhas,
é o que nos torna humanas, e não bonecas de porcelana.
Arrebatador é assistir ao desnudamento de uma mulher
em quem sempre se poderá confiar, mesmo que vire ex,
mesmo que saiba demais.
Pouco tempo atrás, posar nua ainda era uma excentricidade das artistas,
lembro que esperava-se com ansiedade a revista que traria
um ensaio de Dina Sfat, por exemplo - pra citar uma mulher
que sempre teve mais o que mostrar além do próprio corpo.
Mas agora não há mais charme nem suspense, estamos na era das mulheres coisificadas, que posam nuas porque consideram um degrau na carreira.
Até é.
Na maioria das vezes, rumo à decadência. Escadas servem para descer também.
Não é fácil tirar a roupa e ficar pendurada numa banca de jornal
mas, difícil por difícil, também é complicado abrir mão
de pudores verbais, expor nossos segredos e insanidades,
revelar nosso interior.
Mas é o que devemos continuar fazendo.
Despir nossa alma e mostrar pra valer quem somos, o que trazemos por dentro.
Não conheço strip-tease mais sedutor."

Texto de Martha Medeiros

01 julho 2010

"O maior sofrimento é nunca ter sofrido"
- Pablo Neruda -

Feliz aquele que consegue assumir a sua vulnerabilidade
E abraçar a sua própria tristeza...
Infeliz aquele que a recusa e a reprime...
Forte não é aquele que sempre sorri e nunca chora...
Fraco não é o que se entristece...
Faz parte da condição humana...
Um dia....tudo o que foi reprimido, bate às portas do coração...
Feliz aquele que tem a capacidade de se "despir"...

Morrer devagar

Quando a vida me obrigou a parar
Apercebi-me de que afinal parar não é morrer…
Parar é necessário!
Morre devagar aquele que nunca pára
E não retira tempo e espaço para si mesmo…
Aquele que enche constantemente as suas gavetas
Sem nunca as esvaziar…
Aquele não lida consigo mesmo
Mesmo com o que não quer sentir…
Morre devagar quem não se liberta do que o consome…
Quem não sabe respirar…apenas o momento…
Morre devagar quem não sabe relaxar
Equivocando-se com as mentiras que diz a si mesmo…
Morre devagar aquele que não se descobre
Nem mergulha dentro de si mesmo
Pois nunca chega a (re)nascer…
Parar…faz falta…
Recolher…
Sentir…
Reflectir…

30 junho 2010

Um dia...

Um dia…dispo-me de todos os preconceitos…
Largo todas as minhas incertezas…
Esqueço todos os meus medos…
Um dia enfrento todos os meus medos…
Solto tudo o que me prende…
Abandono tudo o que me contem…
Um dia esvazio tudo o que me preenche…
Apago tudo o que já fui…
E vivo apenas…o que então serei…
Um dia digo tudo o que aqui dentro guardo…
Expresso tudo o que aqui dentro sinto…
E dou tudo o que aqui dentro tenho para dar…
Um dia liberto tudo o que já senti…
E começo a sentir a liberdade…
Um dia…

18 abril 2010

Uma viagem sonora

Não era música, eram sons…
Não saí do lugar, mas viajei para tão longe…
Estava dentro de uma sala,
Mas contemplei e cheirei o aroma maravilhoso daquele campo de flores…
Os vários instrumentos, os vários ritmos, as várias vozes…
Pareciam me guiar para uma viagem…dentro de mim…
E nos intervalos,
O silêncio no lugar das palmas,
Permitia a continuação do som, vibrando no ar…
Pareceram 5 minutos, mas foram quase 2 horas…
De viagem, de harmonia, de sintonia, de contemplação…
Uma viagem interna, uma viagem sonora…

E se eu tivesse nascido pobre...

E se eu fosse pobre...talvez nascida numa terra com tão pouco para me distrair....
Talvez os brinquedos fossem apenas a própria terra e o que dela nasce...
Talvez não me distraisse com os bens materiais que o dinheiro pode comprar...
Talvez esquecesse que posso viajar e no meu lugar saberia somente estar...
E se eu tivesse nascido pobre....
E se apenas tivesse recebido o amor e o carinho em vez das repreensões do que está supostamente certo ou está errado...
Talvez no lugar de tanta informação que recebi, existisse um espaço, um vazio...para o sentir...para uma maior consciência e valorização humana....
E se eu não tivesse tido brinquedos...talvez teria desenvolvido mais a minha criatividade encontrando brincadeiras com o pouco que tinha ou com o que somente sou....
Talvez, no lugar dos programas de tv, eu tivesse criado jogos, criado ideias, desenvolvido a minha intuição...
Talvez sem tanto ruído interno e externo, eu ouvisse mais o meu próprio coração...
Talvez....
Se na terra apenas eu vivesse, eu brincasse, eu saberia o que nela se semeia e o que nela se colhe....eu me sentiria totalmente ligada e conectada com esta terra que é a base de toda esta existência mundana...

Não é renunciar a tudo o que tenho...é apenas uma reflexão...

Observando outros povos, que tão pouco parecem ter...e afinal, tanto sorriem, tão gratos parecem viver, pelo tão pouco que têm e tanto que conseguem ser...
Cantam e dançam e recebem os outros de braços abertos e com um sorriso nos lábios…
Não sabem o que é ter mais e sabem viver felizes com o tão pouco que têm…

De tanto que se tem, esquece-se o que se é...
De tanto que vamos adquirindo, comprando, armazenando,
Esquecemos do que nos é simplesmente dado.
E tudo nos é dado.
Não construímos o céu nem a terra.
Não comprámos as estrelas nem a lua.
Não armazenamos os mares, os lagos, as montanhas e os vales.
Tudo isto nos foi dado e é a base de tudo, para tudo o resto que aqui existe e que julgamos ter construído e pior, julgamos possuir.

Não renuncio a tudo o que tenho pois o verdadeiro desafio é sentir toda essa gratidão e alegria de quem nada tem, com tudo isto que se pode ter.
Não renuncio para que possa perceber e sentir como sou abençoada por ter nascido onde e como nasci e cresci.

Renuncio apenas aos sentimentos e às emoções que me condicionam...
Às inseguranças que fui adquirindo...
Aos medos que fui construindo...
Às limitações que fui impondo a mim mesma....
Ao espaço cá dentro tão cheio de tanta coisa que na verdade, não importa....
Dou lugar ao novo...
Dou lugar ao sentir...
Dou lugar à espontaneadade da vida....
Entrego-me à minha própria sabedoria, que em mim mesma existe.
Entrego-me à União do Céu e da Terra,
Ao Universo do qual faço parte...
E ao Amor Divino que em mim habita…

27 março 2010

Natureza

Quero me sentar numa praia
Simplesmente olhar o mar
E o cheiro da maresia respirar.
Quero me perder no verde dos campos…
Subir uma serra, apreciar um vale…
Deitar-me numa relva,
Andar descalça nesta terra…
Sentir a areia duma praia nos meus pés
Deliciar-me com a vista numa montanha…
Quero ouvir os pássaros, as gaivotas, a melodia das ondas do mar…
Ouvir o silêncio da natureza…
A música das folhas que cantam nas árvores…
Respirar o ar, aquele ar que mesmo frio me aquece…
Aquele vento, que mesmo forte não me arrefece…
Quero abraçar esta natureza que tanto a alma me refresca!

Quero Ser

Não quero mais discutir, quero apenas ser feliz.
Não quero mais argumentar pelo que julgo ter razão.
Não quero mais guiar-me pela razão, mas sim pelo meu coração.
Não quero mais esquecer o que nesta vida me faz mover.
Quero mais e mais deste meu lado humano,
Sentir as pessoas, a natureza, a energia de tudo o que existe.
Quero mais e mais deste Ser que aqui dentro vive escondido...
Desta Essência que é eterna e tão pura no meu Ser.
Quero mais e mais descobrir quem no fundo e na minha Essência Sou.
Abraçar esse Ser, que abraça o Mundo, que faz parte de todo este Universo, esta Existência.
Quero mais e mais consciência que me faça acordar deste sonho que é viver
Quero estar desperta e acordada para nenhum momento perder.
Quero Ser e apenas Ser
Esquecer o Ter e o Querer....

16 fevereiro 2010

"Morre lentamente quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem destrói o seu amor-próprio,
Quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
Repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
Quem não muda as marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem evita uma paixão,
Quem prefere O "preto no branco"
E os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
Justamente as que resgatam brilho nos olhos,
Sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
Quem não se permite,
Uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou
da Chuva incessante,
Desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece
E não respondendo quando lhe indagam o que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
Recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que
o Simples acto de respirar.

Estejamos vivos, então!»

Pablo Neruda

08 outubro 2009

Em busca da verdade

Por vezes queremos tanto encontrar a verdade
Que nos esquecemos onde ela se encontra...
Por vezes é mesmo na busca da verdade
Que nos perdemos...
E quando parece que já estamos perto
Quando até sabemos que já estamos no caminho certo
Somos confrontados com emoções que não conhecemos
E não entendemos...
Não sabemos de onde vêm...
Nem onde se esconderam todo este tempo...
Nem tão pouco sabemos como as libertar...
Por vezes, na busca da verdade,
Da nossa verdade,
Esquecemo-mos que trazemos bagagem...
Bagagem de uma vida inteira...
(Ou de tantas outras vidas mais...)
E procurando nos erguer, rumo à nossa verdade,
Por vezes somos repentinamente derrubados...
E curiosamente, derrubados, por nós próprios!
Por tudo o que armazenamos aqui dentro...
Como aquele velho baú lá de casa
Onde guardamos aquelas coisas todas
Que não nos lembramos mais que, afinal,
Ainda existem....e ainda as guardamos!
Ao procurar a nossa verdade,
A nossa essência,
Ao querer evoluir e caminhar para a nossa própria felicidade,
Descobrimos no nosso interior
O que afinal, nos impede de avançar...
Perdas que julgamos esquecidas
Traumas que julgamos curados
Tristezas que julgamos ultrapassadas
Perguntas que julgamos respondidas
Dúvidas que demos como respostas certas...
Como as várias camadas de uma cebola...
Que pacientemente vamos descascando, uma a uma,
E parecem não ter mais fim...
Cada camada, uma descoberta, uma emoção...
E parte de nós vai assim morrendo
Para que outra parte possa então renascer...
Dar espaço ao novo
Libertando o velho...
A seguir à tempestade vem o sol...
E por vezes, para chegarmos à Harmonia
Temos de enfrentar um turbilhão...
É só preciso confiar...
E seguir, em frente!

O início

Pode ser o fim do início
Ou pode ser o início, do fim...
Pode ser o caminho para o que há de novo
Sendo assim o fim do que já passou...
Pode ser a descoberta, do desconhecido...
E deixar para trás, o já conhecido...

E recordar é viver...

Passeios nocturnos por serras tão belas...
Histórias de nos perdermos e de rebolar...
Subir postes de electricidade e o perigo enfrentar...
Contornar a terceira rocha à esquerda e encontrar o amigo...
Descobrir reservas de água secretas
E paredes giratórias que nos fazem viajar no tempo...
Fontes partidas em parques de diversões...
Passeios às esquadras em forma de excursões...
Lemas e músicas tão nossas e tão típicas...
Separados por nomes de código
Mas sempre unidos!
Do Gingão ao Tacão
Do Bairro ao Porão!
E a correr...senão perdemos o último comboio!
As escadinhas e os recantos
Os pontos de encontro, em cada canto!
Os jogos de matraquilhos tão sérios
E as conversas noite dentro...
Paredes pintadas e com histórias relatadas
Tempo que passou
Momentos vividos e tão bem curtidos!

Recordando...Adolescência... :)

04 outubro 2009

Aqui

É aqui que me encontro...
E é aqui que me reencontro, quando me perco na natureza...
É aqui que respiro fundo e fecho os meus olhos...
E o vento que sopra tão forte, apenas me acaricia o rosto...
Aqui, é o único sítio onde este vento, tão forte, em nada me incomoda...
E apenas intensifica o prazer de apreciar este momento...
Aqui é onde ouço com atenção, as folhas de todas as árvores que me cercam,
Que balançam e ecoam música nos meus ouvidos...
Aqui aprecio este silêncio...
(Que afinal, tanto tem para se ouvir!)
Aqui em cima, sinto-me mais perto de céu...
E aqui, sentada nesta rocha, sinto-me mais ligada à terra...
(A esta Terra!)
Daqui, quase que pareço maior...de ver tudo tão pequenino...
E daqui, também percebo como afinal sou pequenina,
Uma gota de água, num vasto oceano...
Um mero grão de areia, em tamanho deserto...


Sentada no "meu calhau" na Peninha - Sintra


23 setembro 2009

Recordar

Por vezes perco-me nas minhas próprias recordações
Nos lugares que conheci
Nas pessoas com quem me cruzei
Nas comidas que já provei
E nos cheiros tão diferentes que já senti!
Por vezes e em certos momentos,
Regresso aos tantos destinos em pensamentos...
Recordo as montanhas que subi e desci
Os castelos por onde me perdi!
Recordo as viagens de barco e as ilhas perdidas nos oceanos
E os tantos peixes coloridos com os quais nadei!
Recordo as feições tão diferentes dos povos que conheci
E as tão estranhas línguas que já ouvi!
Recordo os cheiros e as comidinhas
As boas e as más, as típicas e tão estranhas comidinhas!
Recordo as músicas que embalaram momentos
E as bandas sonoras compostas pelos tão diferentes instrumentos!
Recordo as chuvas tropicais e torrenciais
E os calores abrasadores a que sobrevivi!
Recordo as viagens de autocarro
E as loucas boleias no estrangeiro!
Recordo as cores dos diferentes mares e das diferentes terras
E recordo todas paisagens que abençoada fui por poder contemplar!

O regresso

Seja qual for o destino, sair daqui anima-me sempre...
E mais me apercebo disso após o regresso...
No destino é a novidade, a descoberta,
O contemplar e aproveitar os momentos....
Mas de regresso...pareço sempre mais leve...
Embora até mais cansada!
Sair daqui...do meu lugar...
Do meu conforto e de tudo o que é dado por certo...
Esquecer-me por momentos do que faço
E do que costumo fazer...
Do que vejo e de como habitualmente me alimento...
Onde vivo e com quem convivo!
No regresso, parece que o olhar é novo...
E o contemplar das mesmas coisas de sempre...é diferente!
Sair daqui...
Viajar...e regressar!!


Não saber

Quero permanecer neste estado de não saber
E de não querer saber...
Tanto tempo que tento tudo entender...
E dou por mim....que sei eu?
Teorias?
Possíveis verdades?
E quando desvendadas? Perde-se o mistério...

E o mistério...?
É o não conhecido...
Que por um lado dá beelza e magia à vida...
Por outro...assusta....
Afinal...é o desconhecido!

Aqui ao lado

Depois de descobrir terras tão distantes e diferentes
Aqui ao lado e numa cidade, tudo parece tão familiar...
Depois de ouvir outras estranhas línguas
E contemplar as diferentes culturas de outros povos
Aqui ao lado...tudo parece tão semelhante...
Depois de viajar em barcos, de me perder em praias isoladas e paradisíacas
Aqui ao lado...tudo parece tão simples...e tão igual...
Depois de viagens tão distantes,
De deixar de ser quem sou nos meus dias
De me esquecer das minhas rotinas
Dos meus hábitos
Aqui ao lado...tudo parece em mim permanecer...
Depois de me dislumbrar com o desconhecido
E de me "chocar" com tamanhas diferenças
Aqui ao lado e numa cidade...
Quase que parece que já tudo conheço...

Barcelona

Construções abismais e telhados com agulhas que "furam" os céus da cidade...
Milhares e milhares de pessoas que se cruzam nas ruas...
Cidade cultural e modernista...
Prédios e edifícios simbolizando lendas
Com varandas em formas de crânios e terraços em forma de dragões...
Parques verdejantes e de oásis de calma terna
Para fugir ao tamanho rebuliço desta cidade...
Chuva que cai e sol que brilha
Fazendo surgir um belo arco-íris no horizonte...
Artistas e mais artistas que se exibem rua acima, rua abaixo...
E tudo se vende nesta avenida...
Os esquilos, os furões, os ratos e as galinhas...
As plantas e as flores...
Os souvenirs e as telas pintadas...
Feirinhas e mercados por aqui é uma constante
Em cada esquina ou na entrada de uma Igreja ou Monumento qualquer...
Músicos que se juntam nas ruas e nas calçadas
Trazendo a banda sonora do momento...
Pátios e recantos escondidos
Ruinhas e ruelas por descobrir...
Arcadas, pontes e construções góticas
Aldeias recriadas e viagens no tempo...
Jardins de esculturas e de outras artes...
Teleféricos e centenários funiculares
Que nos levam ao cimo, ao cume, ao ponto mais alto da cidade...
Parques de diversões sobre a imensa cidade...
Cidade olímpica...
Cidade cultural...
Cidade modernista que conta histórias de "imortais" arquitectos...
Cidade dos doces e mais doces
Uma chocolateria em cada esquina!
E tantos mercados que nos fazem crescer água na boca...!
Igrejas, Catedrais, Basílicas...
Tantos monumentos no meio das ruas e dos prédios
E no cimo da zona alta, com vista por toda a imensidão de...Barcelona!