Se para recomeçar é preciso parar,
Eu páro.
Se para recomeçar é preciso chorar,
Eu choro.
Se para recomeçar é preciso sentir o vazio,
Então eu largo tudo...
Para criar o espaço necessário a tudo o que o recomeço me trará.
Se para recomeçar a ser eu, quem no fundo sempre fui e sempre serei,
É preciso esquecer em quem me tornei,
Então eu esqueço.
E se o caminho menos percorrido me trará o recomeço,
Eu continuarei...
Nessas estradas menos viajadas,
Nesses passeios menos caminhados,
E por esses trilhos tão pouco explorados.
E se esse caminho é doloroso,
Mas trará o pior de mim para no melhor eu o transformar,
Continuarei nesta estrada...
Aceitando, reconhecendo e transmutando.
Este é um outro lado de mim... Aquele que se questiona...aquele que duvida...aquele que sente... aquele que anda sempre em busca de mais... O meu lado humano? Emocional? Espiritual...? O que for... É aqui que "deposito" as minhas "filosofias" momentâneas... Como Ser Humano Pensante...como Ser Emocional que Sente...como Ser Espiritual que Evolui...
08 dezembro 2008
Parar
É aqui que me encontro.
É aqui que me acalmo.
É no silêncio que me escuto
E no vazio que me preencho.
É no sentir que não penso.
É no parar que recomeço
E é no começo que me encontro.
É na apatia que percebo
E longe da confusão que não entendo.
É sozinha que só não estou
E é na solidão que a paz encontro.
É não questionando que respondo
E as respostas surgem as procurar.
É ser apenas sendo
E deixando apenas o tempo passar.
É não correndo que páro
E é parando que eu me sinto.
É não procurando e apenas esperando
Que a vida me traga o que demais belo reservado para mim está.
É aqui que me acalmo.
É no silêncio que me escuto
E no vazio que me preencho.
É no sentir que não penso.
É no parar que recomeço
E é no começo que me encontro.
É na apatia que percebo
E longe da confusão que não entendo.
É sozinha que só não estou
E é na solidão que a paz encontro.
É não questionando que respondo
E as respostas surgem as procurar.
É ser apenas sendo
E deixando apenas o tempo passar.
É não correndo que páro
E é parando que eu me sinto.
É não procurando e apenas esperando
Que a vida me traga o que demais belo reservado para mim está.
04 novembro 2008
O ruído interno...
Falam da “poluição sonora”
Falam do “barulho” ensurdecedor que nos rodeia
Falam do silêncio que não existe…
As pessoas falam e falam e falam
E tantas são as conversas que tantas vezes não dizem nada…
Falam do rebuliço da cidade
E da falta da tranquilidade do campo…
Mas aqui na cidade, ou no cimo de um monte,
Continua a existir o pior de todos os ruídos – o ruído interno.
A mente ansiosa e tão “criativa”
Incontrolável e não submissa…
Ilusões e fantasias
Diálogos completos com perguntas e respostas
Pensamentos e mais pensamentos
Histórias com princípio, meio e fim
Preocupações
E mais preocupações…
Tudo isto cria emoções
Tudo isto cria sensações
Tudo isto parece não ter fim….
Falam do “barulho” ensurdecedor que nos rodeia
Falam do silêncio que não existe…
As pessoas falam e falam e falam
E tantas são as conversas que tantas vezes não dizem nada…
Falam do rebuliço da cidade
E da falta da tranquilidade do campo…
Mas aqui na cidade, ou no cimo de um monte,
Continua a existir o pior de todos os ruídos – o ruído interno.
A mente ansiosa e tão “criativa”
Incontrolável e não submissa…
Ilusões e fantasias
Diálogos completos com perguntas e respostas
Pensamentos e mais pensamentos
Histórias com princípio, meio e fim
Preocupações
E mais preocupações…
Tudo isto cria emoções
Tudo isto cria sensações
Tudo isto parece não ter fim….
Ansiosa mente
Cuida de ti.
Sorri muito.
Ama a vida e cada momento dela.
Esquece os medos - quando conseguires - e vai em frente.
Observa e admira tudo o que vive
Sem qualquer julgamento da tua mente.
Cuida do teu corpo para que ele seja saudável
E cuida da tua mente para que ela não te controle.
Sente tudo o que és
E acredita em tudo o que queres.
Respira fundo quando desesperares
E não desesperes por esperares.
Há um momento certo para tudo
Tranquiliza a tua ansiosa mente.
Sorri muito.
Ama a vida e cada momento dela.
Esquece os medos - quando conseguires - e vai em frente.
Observa e admira tudo o que vive
Sem qualquer julgamento da tua mente.
Cuida do teu corpo para que ele seja saudável
E cuida da tua mente para que ela não te controle.
Sente tudo o que és
E acredita em tudo o que queres.
Respira fundo quando desesperares
E não desesperes por esperares.
Há um momento certo para tudo
Tranquiliza a tua ansiosa mente.
31 outubro 2008
O sorriso da lua
Por entre os carros
Para lá do trânsito
Para além do cansaço...
Dislumbro o sorriso da lua,
Perfeito...tão perfeito!
Tão longe e tão perto
Tão pequeno e tão grande
Iluminando a escuridão cerrada de uma noite de inverno...
Feliz olhar o meu
Capaz de alcançar a beleza
Para além de tudo o que me rodeia!
Para lá do trânsito
Para além do cansaço...
Dislumbro o sorriso da lua,
Perfeito...tão perfeito!
Tão longe e tão perto
Tão pequeno e tão grande
Iluminando a escuridão cerrada de uma noite de inverno...
Feliz olhar o meu
Capaz de alcançar a beleza
Para além de tudo o que me rodeia!
Saudades saudáveis
Suadades...
Saudades saudáveis estas que sinto....
Em tempos a saudade confundia-se com a necessidade...
Com a falta de...
Nos tempos em que ainda não reconhecia em mim
Tudo o que sou e tenho...
Procurando no outro o meu próprio bem estar...
Procurando a calma no outro para me acalmar...
O carinho no outro para me amar...
O elogio do outro para me contemplar...
Ah, saudades saudáveis estas...
Que embora o coração aperte por estares longe,
Ele também sorri porque apenas existes
E porque não tem a necessidade de te ter
Mas de te dar...
Partilhando tudo o que de mais belo, puro e verdadeiro nele existe...
O amor!
Saudades saudáveis estas que sinto....
Em tempos a saudade confundia-se com a necessidade...
Com a falta de...
Nos tempos em que ainda não reconhecia em mim
Tudo o que sou e tenho...
Procurando no outro o meu próprio bem estar...
Procurando a calma no outro para me acalmar...
O carinho no outro para me amar...
O elogio do outro para me contemplar...
Ah, saudades saudáveis estas...
Que embora o coração aperte por estares longe,
Ele também sorri porque apenas existes
E porque não tem a necessidade de te ter
Mas de te dar...
Partilhando tudo o que de mais belo, puro e verdadeiro nele existe...
O amor!
24 outubro 2008
12 outubro 2008
O levantar...
Encontro-me só.
Em frente avisto e dislumbro aquele que mais temo e mais admiro.
Dislumbro-me com a imensidão e com a força do mar.
Aquele que me acolhe
E me recorda tudo aquilo que de maior, sou.
Eu e todos os outros.
Ao longe a escuridão abraça este espaço...
Este espaço que está iluminado aqui e agora, pelo sol.
Este espaço onde crio um pouco do vazio que preciso
Para que permita algo de novo em mim entrar.
Sinto a areia nos pés e no meu corpo.
Ouço as crianças ao longe a brincar...
Elas tropeçam e caiem
E logo de seguida se levantam
E continuam a correr...
Curioso que nos esquecemos da naturalidade do Ser quando crescemos...
Quando nos dias de hoje caimos
E no chão ficamos,
Sem nos recordarmos que foi assim mesmo
Que aprendemos a andar...
Em frente avisto e dislumbro aquele que mais temo e mais admiro.
Dislumbro-me com a imensidão e com a força do mar.
Aquele que me acolhe
E me recorda tudo aquilo que de maior, sou.
Eu e todos os outros.
Ao longe a escuridão abraça este espaço...
Este espaço que está iluminado aqui e agora, pelo sol.
Este espaço onde crio um pouco do vazio que preciso
Para que permita algo de novo em mim entrar.
Sinto a areia nos pés e no meu corpo.
Ouço as crianças ao longe a brincar...
Elas tropeçam e caiem
E logo de seguida se levantam
E continuam a correr...
Curioso que nos esquecemos da naturalidade do Ser quando crescemos...
Quando nos dias de hoje caimos
E no chão ficamos,
Sem nos recordarmos que foi assim mesmo
Que aprendemos a andar...
Reencontro pelas palavras
Não consigo parar de escrever...
As palavras surgem na minha mente
E eu preciso de me expressar...
O papel e a caneta
Que tão cedo reconheci
Como serem os meus verdadeiros amigos
E companheiros...
Aqui sou Eu.
Aqui digo tudo o que sou.
Aqui digo tudo o que sinto
Que acredito
Que duvido
E que temo...
Aqui sou Eu
E apenas Eu.
E pelas palavras me liberto
E pelas palavras me reencontro.
As palavras surgem na minha mente
E eu preciso de me expressar...
O papel e a caneta
Que tão cedo reconheci
Como serem os meus verdadeiros amigos
E companheiros...
Aqui sou Eu.
Aqui digo tudo o que sou.
Aqui digo tudo o que sinto
Que acredito
Que duvido
E que temo...
Aqui sou Eu
E apenas Eu.
E pelas palavras me liberto
E pelas palavras me reencontro.
11 outubro 2008
O meu lado negro que há em ti
Quando eu te mostrar a minha fragilidade
Peço-te que olhes para dentro de ti e reconheças o que ela te faz sentir;
Quando eu te mostrar o meu lado mau
Peço-te novamente que olhes para dentro de ti
E vejas o que ele reflecte em ti.
Somos espelhos
E reflectimos o pior que há em nós,
O que não queremos ver ou aceitar ou libertar.
Por vezes não é somente um mero reflexo,
Desse espelho que somos um do outro,
Por vezes é preciso ir ao que está por detrás desse lado “negro”
À origem, ao motivo ou à consequência...
Troca a não aceitação pela responsabildade da aceitação.
Troca o meu lado mau e frágil
Pelo reconhecer do teu interior
Do que faço reflectir
E do que projecto em ti.
Assim irás evoluir da mesma maneira que te aceitarás e me aceitarás.
Será o meu lado mau que mais te fará crescer
Será o meu lado frágil que mais te ajudará a te reconheceres a ti próprio
Será o pior de mim que melhor te fará...
Como Ser Humano
Se o souberes ver, o meu lado “negro”, dentro de ti.
O meu lado bom será sempre o teu conforto
O meu lado meigo será o que irá sempre te acariciar
O meu lado amoroso será o que te dará sempre muito amor
O meu lado forte será o que te irá sempre apoiar
Mas aceita e reconhece,
O meu lado “negro” , que há em ti.
Peço-te que olhes para dentro de ti e reconheças o que ela te faz sentir;
Quando eu te mostrar o meu lado mau
Peço-te novamente que olhes para dentro de ti
E vejas o que ele reflecte em ti.
Somos espelhos
E reflectimos o pior que há em nós,
O que não queremos ver ou aceitar ou libertar.
Por vezes não é somente um mero reflexo,
Desse espelho que somos um do outro,
Por vezes é preciso ir ao que está por detrás desse lado “negro”
À origem, ao motivo ou à consequência...
Troca a não aceitação pela responsabildade da aceitação.
Troca o meu lado mau e frágil
Pelo reconhecer do teu interior
Do que faço reflectir
E do que projecto em ti.
Assim irás evoluir da mesma maneira que te aceitarás e me aceitarás.
Será o meu lado mau que mais te fará crescer
Será o meu lado frágil que mais te ajudará a te reconheceres a ti próprio
Será o pior de mim que melhor te fará...
Como Ser Humano
Se o souberes ver, o meu lado “negro”, dentro de ti.
O meu lado bom será sempre o teu conforto
O meu lado meigo será o que irá sempre te acariciar
O meu lado amoroso será o que te dará sempre muito amor
O meu lado forte será o que te irá sempre apoiar
Mas aceita e reconhece,
O meu lado “negro” , que há em ti.
Espelho meu
A ti que me reflectes o pior de mim te agradeço
A ti que me fazes pensar, sentir e até gritar
Te agradeço.
A ti que me fazes questionar e tudo duvidar
A ti que reflectes a minha escuridão
Que esconde por vezes a minha imensa luz
Te agradeço.
A ti que te cruzaste na minha vida
Provocando dor e constrangimento
Te agradeço.
A ti, com quem não consigo lidar
Quem não consigo aceitar
Quem critico e julgo e fujo
Te agradeço.
Espelhas o que há em mim por resolver
Espelhas o que há em mim que não aceito
Espelhas o que me falta para evoluir.
A ti que repetes o ciclo
Que repetes os defeitos e aquilo que no anterior não aceitei
A ti que me obrigas a sentir tudo de novo
Te agradeço.
Espelho meu que são todas as Almas que se cruzam na minha vida
Espelho meu que são todas as pessoas que de alguma forma
Me fazem “sofrer”
Por não aceitar aquela parte de mim
Por não querer largar aquela parte da minha vida.
Espelho meu que reflectes tudo o que sou
O que sei que sou e o que ainda não sei
O que vejo reflectido e o que ainda não consigo ver.
Espelho meu que reflectes para além da imagem
Para além da luz
Para além do palpável e do explicável.
Espelho meu, te agradeço.
Contigo irei crescer.
Com todos vós, espelhos meus, irei aprender:
Reconhecendo, Aceitando, Libertando e Transformando
Tudo o que já sou e tudo o que ainda não veio.
A ti que me fazes pensar, sentir e até gritar
Te agradeço.
A ti que me fazes questionar e tudo duvidar
A ti que reflectes a minha escuridão
Que esconde por vezes a minha imensa luz
Te agradeço.
A ti que te cruzaste na minha vida
Provocando dor e constrangimento
Te agradeço.
A ti, com quem não consigo lidar
Quem não consigo aceitar
Quem critico e julgo e fujo
Te agradeço.
Espelhas o que há em mim por resolver
Espelhas o que há em mim que não aceito
Espelhas o que me falta para evoluir.
A ti que repetes o ciclo
Que repetes os defeitos e aquilo que no anterior não aceitei
A ti que me obrigas a sentir tudo de novo
Te agradeço.
Espelho meu que são todas as Almas que se cruzam na minha vida
Espelho meu que são todas as pessoas que de alguma forma
Me fazem “sofrer”
Por não aceitar aquela parte de mim
Por não querer largar aquela parte da minha vida.
Espelho meu que reflectes tudo o que sou
O que sei que sou e o que ainda não sei
O que vejo reflectido e o que ainda não consigo ver.
Espelho meu que reflectes para além da imagem
Para além da luz
Para além do palpável e do explicável.
Espelho meu, te agradeço.
Contigo irei crescer.
Com todos vós, espelhos meus, irei aprender:
Reconhecendo, Aceitando, Libertando e Transformando
Tudo o que já sou e tudo o que ainda não veio.
Abraço o silêncio
Hoje abraço o silêncio...
Acordei confusa e inquieta
Com os maus pensamentos e gerarem más emoções
Um sono inquieto e um pesadelo
Foram suficientes para trazer ao de cima a minha fragilidade
Os meus medos e as minhas inseguranças...
Fui em busca da “solução”
Mas até isso não correu bem...
Não me foi permitido encontrá-la
Não me foi permitido solucionar as minhas inquietações como tinha planeado...
No entanto,
E ao contrário do que seria suposto,
Acalmei.
Pensei que com mais este contratempo
Aí sim, iria ficar mesmo irritada, triste, perdida...
Curiosamente acalmei...
E abraço o silêncio e a calma.
Aceito o momento e as suas contrariedades.
A nossa consciência é fantástica
E o nosso interior tudo sabe.
Calma estou.
Abraço o silêncio.
Acordei confusa e inquieta
Com os maus pensamentos e gerarem más emoções
Um sono inquieto e um pesadelo
Foram suficientes para trazer ao de cima a minha fragilidade
Os meus medos e as minhas inseguranças...
Fui em busca da “solução”
Mas até isso não correu bem...
Não me foi permitido encontrá-la
Não me foi permitido solucionar as minhas inquietações como tinha planeado...
No entanto,
E ao contrário do que seria suposto,
Acalmei.
Pensei que com mais este contratempo
Aí sim, iria ficar mesmo irritada, triste, perdida...
Curiosamente acalmei...
E abraço o silêncio e a calma.
Aceito o momento e as suas contrariedades.
A nossa consciência é fantástica
E o nosso interior tudo sabe.
Calma estou.
Abraço o silêncio.
10 outubro 2008
Estranho...
Estranho...
Estranho precisarmos de ouvir uma voz exterior...
Uma outra voz...de um outro alguém...
Para ouvirmos a nossa própria voz, interior...
Às vezes precisamos que alguém nos diga,
Aquilo que no fundo já sabemos
Apenas para nos recordar e comprovar de que no nosso interior,
Estamos sempre certos...
Às vezes precisamos de parar
Para perceber que não parando é que podemos “morrer”...
Às vezes precisamos que alguém nos dê a mão e um abraço
Para nos lembrarmos de como é o amor
E que ele existe dentro de nós...
Porque somos nós que o sentimos,
Mesmo quando o carinho e o afecto é nos transmitido por outro alguém.
Às vezes precisamos de nos perdermos algures no tempo
Algures no espaço
Para nos reencontrarmos, dentro de nós...
Estranho alguém verbalizar o que nós próprios sentimos sem conseguirmos explicar...
Estranho afinal existir uma explicação para tantas intuições e sentimentos inexplicáveis...
E estranhas são as sensações, as emoções...
Aquelas que vêm da mente...
Dos pensamentos que não conseguimos controlar...
(por enquanto...)
Estranho...
Mas sentido...
Estranho precisarmos de ouvir uma voz exterior...
Uma outra voz...de um outro alguém...
Para ouvirmos a nossa própria voz, interior...
Às vezes precisamos que alguém nos diga,
Aquilo que no fundo já sabemos
Apenas para nos recordar e comprovar de que no nosso interior,
Estamos sempre certos...
Às vezes precisamos de parar
Para perceber que não parando é que podemos “morrer”...
Às vezes precisamos que alguém nos dê a mão e um abraço
Para nos lembrarmos de como é o amor
E que ele existe dentro de nós...
Porque somos nós que o sentimos,
Mesmo quando o carinho e o afecto é nos transmitido por outro alguém.
Às vezes precisamos de nos perdermos algures no tempo
Algures no espaço
Para nos reencontrarmos, dentro de nós...
Estranho alguém verbalizar o que nós próprios sentimos sem conseguirmos explicar...
Estranho afinal existir uma explicação para tantas intuições e sentimentos inexplicáveis...
E estranhas são as sensações, as emoções...
Aquelas que vêm da mente...
Dos pensamentos que não conseguimos controlar...
(por enquanto...)
Estranho...
Mas sentido...
08 outubro 2008
Fragilidade
Hoje falta-me energia…
Sinto-me fraca…sem forças…sem vontade…
Os meus olhos estão cansados e só pedem para se fechar…
O meu corpo está dormente e só quer se deitar….
Hoje sinto-me frágil...
Estou triste e sem forças…
Como combater a emoção?
Como lidar com o coração?
Como parar o pensamento?
Como fazer a transmutação?
Tenho a consciência….e tão bela e certa é!
Mas como passa-la para a prática?
Como passar da mente, para o coração?
Como lidar com tudo isto, diariamente?
O saber e a consciência são certos e belos
Mas por vezes até dificultam mais…
Porque sei que não pertenço aqui
Porque sei que não preciso desta segurança mas não a consigo largar
Porque sei quem no fundo sou mas tenho tanto que me está a bloquear…
Sei ao que me quero dedicar
E todo o santo dia sobre outros assuntos sou “obrigada” a meditar…
As pessoas sentam-se à minha frente…
Elas reclamam e explodem…
Fala-se de dinheiro e dinheiro e segurança e segurança…
(Aquilo que eu quero largar!!! )
Sei quem sou e para onde quero ir.
E sei que aqui não chego a lado nenhum.
Sei quem sou e o que procuro
E aqui prendem-me e não me sobra tempo e energia para mim mesma.
Queixam-se da crise….da crise monetária….
Mas em crise já vivemos há séculos…
Ignorando o nosso interior e a nossa sabedoria
Ignorando a nossa sombra e a nossa própria luz...
Buscando a segurança no lado material…
Esquecendo os nosso filhos
A nossa família
Os nossos amigos
A nossa paz interior
Os sorrisos
(E também os medos….)
Os nossos desejos
E o que de mais profundo existe em nós...
Não há tempo para "mergulhar"
E pode também ser doloroso demais...
Queremos e ambicionamos a felicidade e falamos na paz interior...
Queremos a nossa Luz...
Mas esquecemos que para isso precisamos assumir, aceitar e libertar a nossa sombra!
A sombra que todos temos!
A sombra que é necessária ser uma amiga e não uma inimiga...
A sombra que se transformará em luz....
Sinto-me fraca…sem forças…sem vontade…
Os meus olhos estão cansados e só pedem para se fechar…
O meu corpo está dormente e só quer se deitar….
Hoje sinto-me frágil...
Estou triste e sem forças…
Como combater a emoção?
Como lidar com o coração?
Como parar o pensamento?
Como fazer a transmutação?
Tenho a consciência….e tão bela e certa é!
Mas como passa-la para a prática?
Como passar da mente, para o coração?
Como lidar com tudo isto, diariamente?
O saber e a consciência são certos e belos
Mas por vezes até dificultam mais…
Porque sei que não pertenço aqui
Porque sei que não preciso desta segurança mas não a consigo largar
Porque sei quem no fundo sou mas tenho tanto que me está a bloquear…
Sei ao que me quero dedicar
E todo o santo dia sobre outros assuntos sou “obrigada” a meditar…
As pessoas sentam-se à minha frente…
Elas reclamam e explodem…
Fala-se de dinheiro e dinheiro e segurança e segurança…
(Aquilo que eu quero largar!!! )
Sei quem sou e para onde quero ir.
E sei que aqui não chego a lado nenhum.
Sei quem sou e o que procuro
E aqui prendem-me e não me sobra tempo e energia para mim mesma.
Queixam-se da crise….da crise monetária….
Mas em crise já vivemos há séculos…
Ignorando o nosso interior e a nossa sabedoria
Ignorando a nossa sombra e a nossa própria luz...
Buscando a segurança no lado material…
Esquecendo os nosso filhos
A nossa família
Os nossos amigos
A nossa paz interior
Os sorrisos
(E também os medos….)
Os nossos desejos
E o que de mais profundo existe em nós...
Não há tempo para "mergulhar"
E pode também ser doloroso demais...
Queremos e ambicionamos a felicidade e falamos na paz interior...
Queremos a nossa Luz...
Mas esquecemos que para isso precisamos assumir, aceitar e libertar a nossa sombra!
A sombra que todos temos!
A sombra que é necessária ser uma amiga e não uma inimiga...
A sombra que se transformará em luz....
Sou
Sou alegria e sou tristeza
Sou dúvida e sou certeza
Sou o medo e a aventura
O sonho e a realidade
Sou o certo com o incerto
A procura e a busca
Sou a ar e sou a terra
Á gua que correr e fogo que arde
Sou o Ser que já fui e o Ser que ainda não veio...
Sou dúvida e sou certeza
Sou o medo e a aventura
O sonho e a realidade
Sou o certo com o incerto
A procura e a busca
Sou a ar e sou a terra
Á gua que correr e fogo que arde
Sou o Ser que já fui e o Ser que ainda não veio...
Perfeição e Solidão
O que importa tentar ser perfeito?
E se falhar? Que mal faz?
Ninguém morre e todos aprendem
Corre, corre, corre
Para quê e para onde?
Sempre a mil e a correr
Fugir de algo e de algum sítio
E estar? E ser?
Que importa tanto ter?
Estar sozinho por opção
Não é certamente solidão
E ter medo? De realizar?
Recear o quê? O desejo?
No meio de uma multidão
Aí sim, é a solidão...
E se falhar? Que mal faz?
Ninguém morre e todos aprendem
Corre, corre, corre
Para quê e para onde?
Sempre a mil e a correr
Fugir de algo e de algum sítio
E estar? E ser?
Que importa tanto ter?
Estar sozinho por opção
Não é certamente solidão
E ter medo? De realizar?
Recear o quê? O desejo?
No meio de uma multidão
Aí sim, é a solidão...
Harmonia do Ser
É amando cada momento
É sentindo cada segundo
É no silêncio que me encontro.
É na solidão que me sinto mais protegida e melhor acompanhada.
É navegando pelas minhas águas
Que o rio me leva correndo.
Para longe, bem longe...
E a música faz-em respirar mais profundamente
E cada som, cada nota, cada ritmo
Me levam ao destino...
Destino nenhum.
Parece tristeza?
Parece solidão?
Parece amargura?
Não, apenas Harmonia do Ser.
É sentindo cada segundo
É no silêncio que me encontro.
É na solidão que me sinto mais protegida e melhor acompanhada.
É navegando pelas minhas águas
Que o rio me leva correndo.
Para longe, bem longe...
E a música faz-em respirar mais profundamente
E cada som, cada nota, cada ritmo
Me levam ao destino...
Destino nenhum.
Parece tristeza?
Parece solidão?
Parece amargura?
Não, apenas Harmonia do Ser.
Cada dia...
Cada dia, cada passo
Cada passo, nova caminhada
Cada caminho novo, nova aprendizagem
Curioso é que por vezes ficamos parados a olhar para as portas que se fecharam
E nem sempre vemos que à nossa frente, janelas se abrem, onde parecia haver paredes
Nada acontece por acaso
E tudo tem um porquê
Cada pessoa que se cruza na nossa vida
Cada dor que nos invade o peito
Cada perda que nos fere o coração
Cada lágrima e cada sorriso
Espelhos nossos
A cada dia...
Cada passo, nova caminhada
Cada caminho novo, nova aprendizagem
Curioso é que por vezes ficamos parados a olhar para as portas que se fecharam
E nem sempre vemos que à nossa frente, janelas se abrem, onde parecia haver paredes
Nada acontece por acaso
E tudo tem um porquê
Cada pessoa que se cruza na nossa vida
Cada dor que nos invade o peito
Cada perda que nos fere o coração
Cada lágrima e cada sorriso
Espelhos nossos
A cada dia...
30 setembro 2008
Saudades
Estou com saudades de não ter nada
De não ser nada
E de nada querer...
Estou com saudades de não me preocupar
E de não me ocupar...
Estou com saudades de o tempo apenas respirar
Sem pressa que ele passe
Ou angústia por ele já ter passado...
Estou com saudades de ver outras caras e outros sítios
Outras terras e outros horizontes...
Estou com saudades do silêncio e do vazio...
Estou com saudades da aventura e da novidade a cada esquina...
Saudades de me perder para me encontrar...
Estou com saudades dos sons longíncuos
E das músicas de outros povos...e de outros tempos...
Estou com saudades do meu olhar e do que os meus olhos viram apenas,
Sem qualquer julgamento...
Estou com saudades do céu e da terra
Do mar e das estrelas
Das montanhas e dos vales
Dos caminhos vazios e cheios de gente...
De me perder a admirar uma flor pelo caminho de terra batida...
Estou com saudades de estar comigo e só comigo mesma
E por momentos em nada pensar...
Estou com saudades da mochila pesada nos ombros
A transportar apenas o kit de sobrevivência...
Estou com saudades do longe e do distante,
De sair daqui tão perto...
Estou com saudades de amar cada momento e saborear cada acontecimento...
Estou com saudades do já, do aqui e do agora,
Daquele presente que já passou...
Estou com saudades daquela estranha tranquilidade
E daquela estranha serenidade...
Estou com saudades de mim...
Estou com saudades do oposto de toda esta intensidade...
Estou com saudades da liberdade...
Da liberdade de estar sem as coisas materiais
E da liberdade de não ter os afazeres domésticos ou profissionais...
Estou com saudades da despreocupação das mil coisas a fazer,
Das mil coisas a experimentar,
Das mil coisas que temo perder...
Estou com saudades de não ter tanta sede e tanta pressa de viver!
De não ser nada
E de nada querer...
Estou com saudades de não me preocupar
E de não me ocupar...
Estou com saudades de o tempo apenas respirar
Sem pressa que ele passe
Ou angústia por ele já ter passado...
Estou com saudades de ver outras caras e outros sítios
Outras terras e outros horizontes...
Estou com saudades do silêncio e do vazio...
Estou com saudades da aventura e da novidade a cada esquina...
Saudades de me perder para me encontrar...
Estou com saudades dos sons longíncuos
E das músicas de outros povos...e de outros tempos...
Estou com saudades do meu olhar e do que os meus olhos viram apenas,
Sem qualquer julgamento...
Estou com saudades do céu e da terra
Do mar e das estrelas
Das montanhas e dos vales
Dos caminhos vazios e cheios de gente...
De me perder a admirar uma flor pelo caminho de terra batida...
Estou com saudades de estar comigo e só comigo mesma
E por momentos em nada pensar...
Estou com saudades da mochila pesada nos ombros
A transportar apenas o kit de sobrevivência...
Estou com saudades do longe e do distante,
De sair daqui tão perto...
Estou com saudades de amar cada momento e saborear cada acontecimento...
Estou com saudades do já, do aqui e do agora,
Daquele presente que já passou...
Estou com saudades daquela estranha tranquilidade
E daquela estranha serenidade...
Estou com saudades de mim...
Estou com saudades do oposto de toda esta intensidade...
Estou com saudades da liberdade...
Da liberdade de estar sem as coisas materiais
E da liberdade de não ter os afazeres domésticos ou profissionais...
Estou com saudades da despreocupação das mil coisas a fazer,
Das mil coisas a experimentar,
Das mil coisas que temo perder...
Estou com saudades de não ter tanta sede e tanta pressa de viver!
10 setembro 2008
Dedicado ao Curso de Clown
Que dizer…?
Risos e lágrimas, alegrias e tristezas…
Emoções e calafrios, tantas surpresas…
Por vezes euforia, outras vezes apatia….
E tanta nova consciência…
Fascinante! Gratificante!
Rir à gargalhada…
Rir de tudo e de nada,
Rir da vida e da morte,
Rir dos outros e de mim!
Sucesso? Fracasso? Que importa? Aprendi a lidar com ambos!
E se falhar? Falhar não mata ninguém!
Medos...frustrações…traumas e ansiedades…
E não é que todos os temos?!...
Enfrentar uma plateia…
Saber olhar olhos nos olhos…
A vida….?? A vida é o dia de hoje. Aqui e agora.
Nada como nos expormos e ganharmos consciência do que somos e do que sentimos.
Assim nos (re)conhecemos.
Assim nos aceitamos.
Assim nos libertamos.
Obrigada pela experiência maravilhosa!
Uma excelente contribuição não só para a boa disposição, mas também (e muito), para o nosso crescimento, para o autoconhecimento, aprendendo assim a sermos, cada vez mais e simplesmente, nós mesmos!
Risos e lágrimas, alegrias e tristezas…
Emoções e calafrios, tantas surpresas…
Por vezes euforia, outras vezes apatia….
E tanta nova consciência…
Fascinante! Gratificante!
Rir à gargalhada…
Rir de tudo e de nada,
Rir da vida e da morte,
Rir dos outros e de mim!
Sucesso? Fracasso? Que importa? Aprendi a lidar com ambos!
E se falhar? Falhar não mata ninguém!
Medos...frustrações…traumas e ansiedades…
E não é que todos os temos?!...
Enfrentar uma plateia…
Saber olhar olhos nos olhos…
A vida….?? A vida é o dia de hoje. Aqui e agora.
Nada como nos expormos e ganharmos consciência do que somos e do que sentimos.
Assim nos (re)conhecemos.
Assim nos aceitamos.
Assim nos libertamos.
Obrigada pela experiência maravilhosa!
Uma excelente contribuição não só para a boa disposição, mas também (e muito), para o nosso crescimento, para o autoconhecimento, aprendendo assim a sermos, cada vez mais e simplesmente, nós mesmos!
09 setembro 2008
Tristeza
As lágrimas escorrem o seu rosto
A tristeza tomou o seu lugar...
A tristeza de um momento
Guiada pela música que toca nas colunas do quarto...
A carga emocional está escondida
Camuflada com tanta energia e alegria de viver
Mas há a tristeza...
E de vez enquando ela bate à porta e diz:
“Pára! E deixa-me sair!”
Questões que se debatem na mente
Quando esta está já tão cansada de responder
Também a mente lhe diz:
“Pára! Apenas sente!”
A tristeza tomou o seu lugar...
A tristeza de um momento
Guiada pela música que toca nas colunas do quarto...
A carga emocional está escondida
Camuflada com tanta energia e alegria de viver
Mas há a tristeza...
E de vez enquando ela bate à porta e diz:
“Pára! E deixa-me sair!”
Questões que se debatem na mente
Quando esta está já tão cansada de responder
Também a mente lhe diz:
“Pára! Apenas sente!”
Sede de viver
Um caminho de uma vida
Uma vida que é um caminho...
Passos largos que damos
E passos tão curtos que poderiamos dar...
Portas que se fecham
Janelas que se abrem...
O amor...
A liberdade...
A confiança...
Memórias escondidas
Sentimentos esmagados...
Desejos sub-entendidos
Pelos momentos que já passaram...
Sentimentos que vão ficando por sentir
Com tanto que se quer viver...
Prenche-se tanto a vida...
Cada dia
Cada hora
Cada minuto
Cada segundo...
Onde fica o mistério?
A curiosidade?
O encantamento?
O conhecer?
A experiência?
Tanta sede... Tanta sede!
Uma vida que é um caminho...
Passos largos que damos
E passos tão curtos que poderiamos dar...
Portas que se fecham
Janelas que se abrem...
O amor...
A liberdade...
A confiança...
Memórias escondidas
Sentimentos esmagados...
Desejos sub-entendidos
Pelos momentos que já passaram...
Sentimentos que vão ficando por sentir
Com tanto que se quer viver...
Prenche-se tanto a vida...
Cada dia
Cada hora
Cada minuto
Cada segundo...
Onde fica o mistério?
A curiosidade?
O encantamento?
O conhecer?
A experiência?
Tanta sede... Tanta sede!
Intensidade
Para quê dar tudo de uma só vez?
Qual a necessidade?
Porque não ficar só com a certeza e tranquildade daquilo que se é?
Qual a razão para tanta correria?
Qual o sentido de tanto querer ser? Se simplesmente, se é o que se é?
Fugir de quê? E para onde?
Se o amanhã não existe e o ontem já passou?
Porque não confiar?
Porque não acreditar naquilo que o espelho reflecte e todos vêm?
Para quê tanta intensidade?
Se o que se procura é a paz e a tranquilidade?
Para quê querer tudo hoje?
Se o que se quer é para uma vida inteira?
Qual a necessidade?
Porque não ficar só com a certeza e tranquildade daquilo que se é?
Qual a razão para tanta correria?
Qual o sentido de tanto querer ser? Se simplesmente, se é o que se é?
Fugir de quê? E para onde?
Se o amanhã não existe e o ontem já passou?
Porque não confiar?
Porque não acreditar naquilo que o espelho reflecte e todos vêm?
Para quê tanta intensidade?
Se o que se procura é a paz e a tranquilidade?
Para quê querer tudo hoje?
Se o que se quer é para uma vida inteira?
Ser
Ser especial
Ser bonito
Ser puro e transparente
Ser diferente.
Ser-se como se é
E não seguir apenas exemplos.
Ser-se forte
Sem se esquecer de que se é fraco também.
Ser-se alegre
Sem esquecer o que de triste na bagagem emocional se transporta.
Ser e estar presente
Sem se esquecer de, por vezes, saber estar ausente.
Ser o tudo e ser o nada.
Ser o silêncio e o vazio.
Ser a luz e a imensidão,
Ou o escuro na solidão.
Ser especial…
Ser bonito…
Ser de valores e da verdade
Ser emocional.
Ser da alegria e da boa energia
Ser confiante e aventureiro.
Ser bondoso,
Tentando não esquecer a existência da maldade.
Ser…
Ser companheiro mesmo sozinho
Ser amante de si próprio.
Ser tudo o que se é
Sendo tudo o que gostava de ser.
Ser especial…
Ser bonito…
Ser bonito
Ser puro e transparente
Ser diferente.
Ser-se como se é
E não seguir apenas exemplos.
Ser-se forte
Sem se esquecer de que se é fraco também.
Ser-se alegre
Sem esquecer o que de triste na bagagem emocional se transporta.
Ser e estar presente
Sem se esquecer de, por vezes, saber estar ausente.
Ser o tudo e ser o nada.
Ser o silêncio e o vazio.
Ser a luz e a imensidão,
Ou o escuro na solidão.
Ser especial…
Ser bonito…
Ser de valores e da verdade
Ser emocional.
Ser da alegria e da boa energia
Ser confiante e aventureiro.
Ser bondoso,
Tentando não esquecer a existência da maldade.
Ser…
Ser companheiro mesmo sozinho
Ser amante de si próprio.
Ser tudo o que se é
Sendo tudo o que gostava de ser.
Ser especial…
Ser bonito…
04 setembro 2008
"A mente comanda tudo"......?
É curioso como vivemos enganados…
Pensamos tanto e demais,
E deixamos que a nossa mente comande as nossas vidas.
Quantos de nós,
Não deixamos já, de fazer algo,
De viver algo,
De sentir algo,
Em função da nossa mente?
Dos nossos pensamentos? Que nos levam aos nossos medos?
A mente tem uma capacidade fantástica de encontrar lógica para tudo.
Até para o que queremos fazer, mas não fazemos.
Ocupamos as nossas mentes com tanto conhecimento
Com tanta informação
Com tanta ideia nova
E com tanta ambição.
A mente não deveria comandar tudo…
A mente deveria ser um servidor maravilhoso,
Escrava da nossa sabedoria interior.
Mas essa sabedoria fica “escondida”
E a nossa razão acaba por ocupar o lugar da verdade…
E se a verdade for o vazio?
E se o conhecimento for o inimigo?
E se tanta informação nos leva para bem distante do que realmente somos?
Do nosso próprio caminho?
Incutem-nos informação atrás de informação
Conhecimento disto e daquilo
Necessário para as nossas vidas
Para os nossos trabalhos
Para sermos melhores que este ou aquele….
Mas será que não somos mesmo todos iguais?
E esse conhecimento, será mesmo tão necessário ao Ser Humano?
Tanta ciência
Tanta tecnologia…
Não tarda parece que o “futuro” já chegou!
(E o presente já é o passado)
O conhecimento é adquirido.
O conhecer é a experiência.
Pensamos tanto e demais,
E deixamos que a nossa mente comande as nossas vidas.
Quantos de nós,
Não deixamos já, de fazer algo,
De viver algo,
De sentir algo,
Em função da nossa mente?
Dos nossos pensamentos? Que nos levam aos nossos medos?
A mente tem uma capacidade fantástica de encontrar lógica para tudo.
Até para o que queremos fazer, mas não fazemos.
Ocupamos as nossas mentes com tanto conhecimento
Com tanta informação
Com tanta ideia nova
E com tanta ambição.
A mente não deveria comandar tudo…
A mente deveria ser um servidor maravilhoso,
Escrava da nossa sabedoria interior.
Mas essa sabedoria fica “escondida”
E a nossa razão acaba por ocupar o lugar da verdade…
E se a verdade for o vazio?
E se o conhecimento for o inimigo?
E se tanta informação nos leva para bem distante do que realmente somos?
Do nosso próprio caminho?
Incutem-nos informação atrás de informação
Conhecimento disto e daquilo
Necessário para as nossas vidas
Para os nossos trabalhos
Para sermos melhores que este ou aquele….
Mas será que não somos mesmo todos iguais?
E esse conhecimento, será mesmo tão necessário ao Ser Humano?
Tanta ciência
Tanta tecnologia…
Não tarda parece que o “futuro” já chegou!
(E o presente já é o passado)
O conhecimento é adquirido.
O conhecer é a experiência.
31 agosto 2008
Passado...Presente...e Futuro...
Somos os animais do passado
Regidos pelo nosso instinto.
O nosso corpo funciona na plenitude sem nenhum comando da nossa mente
É o instinto...
Estamos presos no presente
Comandados pelas nossas mentes;
A nossa cabeça está tão cheia
Que não há lugar para o sentir;
A razão ocupou o lugar do coração.
É o intelecto...
Mas o caminho é em frente
E não há outro possível senão viajarmos rumo ao nosso interior
Àquele algo que por vezes sentimos e não sabemos explicar;
Aquilo que não é explicável e apenas sentido
Aquilo que ninguém conhece
Mas todos têm e todos o podem sentir...
Aquilo que, sim, nos comanda...
É a intuição...
O desconhecido? É tudo o que não se conhece!
Regidos pelo nosso instinto.
O nosso corpo funciona na plenitude sem nenhum comando da nossa mente
É o instinto...
Estamos presos no presente
Comandados pelas nossas mentes;
A nossa cabeça está tão cheia
Que não há lugar para o sentir;
A razão ocupou o lugar do coração.
É o intelecto...
Mas o caminho é em frente
E não há outro possível senão viajarmos rumo ao nosso interior
Àquele algo que por vezes sentimos e não sabemos explicar;
Aquilo que não é explicável e apenas sentido
Aquilo que ninguém conhece
Mas todos têm e todos o podem sentir...
Aquilo que, sim, nos comanda...
É a intuição...
O desconhecido? É tudo o que não se conhece!
O reencontro
Às vezes precisamos de estar no sítio errado
Para percebermos onde realmente queremos estar.
Precisamos estar no meio da multidão
Para nos sentirmos sós;
E estarmos sós
Para percebermos como nos sentimos bem apenas com a nossa própria companhia.
Falar sobre um tema horas e horas
Para percebermos que não nos identificamos com ele.
Conhecermos imensas pessoas
Para percebermos o quanto gostamos mais de nós próprios.
Termos todo o conforto,
Para quando estamos sem ele,
Percebermos que somos muito mais do que tudo aquilo que possuímos.
Planear tanta coisa
Para afinal percebermos que o prazer da vida está no improviso.
Às vezes,
Precisamos nos perder
Para nos reencontrarmos.
Para percebermos onde realmente queremos estar.
Precisamos estar no meio da multidão
Para nos sentirmos sós;
E estarmos sós
Para percebermos como nos sentimos bem apenas com a nossa própria companhia.
Falar sobre um tema horas e horas
Para percebermos que não nos identificamos com ele.
Conhecermos imensas pessoas
Para percebermos o quanto gostamos mais de nós próprios.
Termos todo o conforto,
Para quando estamos sem ele,
Percebermos que somos muito mais do que tudo aquilo que possuímos.
Planear tanta coisa
Para afinal percebermos que o prazer da vida está no improviso.
Às vezes,
Precisamos nos perder
Para nos reencontrarmos.
30 julho 2008
Às vezes...
Às vezes parece que a vida me empurra para longe e eu teimo em ficar aqui…
Às vezes parece que o incerto é que é saudável e eu teimo em manter a minha segurança…
Às vezes parece que quando sigo pela aventura tudo tem outro sabor e tudo acontece….Os momentos são mais alegres e atraio tanta coisa boa, parecendo me demonstrar que o caminho é aquele….
Às vezes parece que as pessoas que aparecem na minha vida e melhor me fazem sentir, não podem ficar, por um ou outro motivo…
Às vezes parece que já não sei demonstrar a fragilidade que há em mim de tanto viver sozinha e ter de ser forte e segura para o mundo…
Mas às vezes…só queria um colo…um carinho…
Às vezes toda esta euforia que vivo, toda esta emoção de tanta coisa nova poder experimentar e viver, todas as minhas aventuras, toda a minha boa energia e toda a minha alegria, se transformam em tristeza, relembrando-me que afinal, ela também existe…
Às vezes parece que o incerto é que é saudável e eu teimo em manter a minha segurança…
Às vezes parece que quando sigo pela aventura tudo tem outro sabor e tudo acontece….Os momentos são mais alegres e atraio tanta coisa boa, parecendo me demonstrar que o caminho é aquele….
Às vezes parece que as pessoas que aparecem na minha vida e melhor me fazem sentir, não podem ficar, por um ou outro motivo…
Às vezes parece que já não sei demonstrar a fragilidade que há em mim de tanto viver sozinha e ter de ser forte e segura para o mundo…
Mas às vezes…só queria um colo…um carinho…
Às vezes toda esta euforia que vivo, toda esta emoção de tanta coisa nova poder experimentar e viver, todas as minhas aventuras, toda a minha boa energia e toda a minha alegria, se transformam em tristeza, relembrando-me que afinal, ela também existe…
De volta...
Há tanto tempo que não escrevo
Há tanto tempo que não venho aqui (nem saio dali)
Há tanto tempo que já não sou eu
E o Eu que fui não volto a ser
Restos ficaram, daquilo que fui
E um pouco sou daquilo que serei
Em constante mudança vivemos a vida
Em constante descoberta nos descobrimos
E os desencontros levam-nos a reencontros
E o futuro leva-nos ao passado
E o presente é mais saboreado.
Sorri e ri
Dancei e pulei
Pouco dormi
Tanto revivi
Soltei as garras
Voei bem alto
Mas o céu é longe
E na terra de novo caí….
Os sonhos
Os medos…
Felizardos daqueles que os seguem
Os sonhos e os medos
Os sonhos que são para serem realizados
Os medos que nos ajudam a crescer e a perceber que o que mais tememos, mais queremos…
E estou de volta…
Há tanto tempo que não venho aqui (nem saio dali)
Há tanto tempo que já não sou eu
E o Eu que fui não volto a ser
Restos ficaram, daquilo que fui
E um pouco sou daquilo que serei
Em constante mudança vivemos a vida
Em constante descoberta nos descobrimos
E os desencontros levam-nos a reencontros
E o futuro leva-nos ao passado
E o presente é mais saboreado.
Sorri e ri
Dancei e pulei
Pouco dormi
Tanto revivi
Soltei as garras
Voei bem alto
Mas o céu é longe
E na terra de novo caí….
Os sonhos
Os medos…
Felizardos daqueles que os seguem
Os sonhos e os medos
Os sonhos que são para serem realizados
Os medos que nos ajudam a crescer e a perceber que o que mais tememos, mais queremos…
E estou de volta…
21 junho 2008
As cores escondidas nas nuvens da rotina
Vou tirar estas nuvens de cima
De cima de todas as cores da vida
Vou inventar o chá da alegria que cure toda a rotina
E as cores do céu são as mesmas da terra
São as mesmas da nossa vida
E afinal tudo é perfeito porque tudo é normal
E o que é ser normal?
O que é normal para mim pode não ser para os outros
Portanto o que é normal,
Depende do conceito de normalidade de cada um.
É como a felicidade e o que me faz feliz
Aos olhos de outros pode não fazer qualquer sentido.
A minha felicidade não é a tua
A minha normalidade não é a tua
A minha diferença pode ser a tua igualdade
E a minha igualdade pode fazer toda a diferença
Vou tirar estas nuvens de cima
E vou ver todas as cores da vida
E beber o chá da alegria
E fugir um pouco de toda a rotina
De cima de todas as cores da vida
Vou inventar o chá da alegria que cure toda a rotina
E as cores do céu são as mesmas da terra
São as mesmas da nossa vida
E afinal tudo é perfeito porque tudo é normal
E o que é ser normal?
O que é normal para mim pode não ser para os outros
Portanto o que é normal,
Depende do conceito de normalidade de cada um.
É como a felicidade e o que me faz feliz
Aos olhos de outros pode não fazer qualquer sentido.
A minha felicidade não é a tua
A minha normalidade não é a tua
A minha diferença pode ser a tua igualdade
E a minha igualdade pode fazer toda a diferença
Vou tirar estas nuvens de cima
E vou ver todas as cores da vida
E beber o chá da alegria
E fugir um pouco de toda a rotina
E o mundo está lá fora
Saí de mochila às costas
Rumo ao mundo e à aventura
Esqueci tudo o que tenho
Esqueci toda a amargura
Nos caminhos vagueio
E nos trilhos caminho
E por momentos me perco
E por momentos me encontro
Longe de tudo
Longe de todos
A tranquilidade está sempre presente
A beleza e o silêncio da natureza me cercam
O ruído e a multidão está ausente
Ausente deste mundo
E presente comigo mesma
Ausente deste mundo
E presente noutro mundo que está lá fora
E se o mundo é tão grande
Para quê ficar sempre no mesmo sítio?
Rumo ao mundo e à aventura
Esqueci tudo o que tenho
Esqueci toda a amargura
Nos caminhos vagueio
E nos trilhos caminho
E por momentos me perco
E por momentos me encontro
Longe de tudo
Longe de todos
A tranquilidade está sempre presente
A beleza e o silêncio da natureza me cercam
O ruído e a multidão está ausente
Ausente deste mundo
E presente comigo mesma
Ausente deste mundo
E presente noutro mundo que está lá fora
E se o mundo é tão grande
Para quê ficar sempre no mesmo sítio?
Viver não custa, custa é saber viver!
Vamos tirar um dia
E na loucura mergulhar
Quem não é louco é quem não se aventura
Quem não é louco não sabe amar
Vamos esquecer o trabalho
E todas as responsabilidades do lar
Loucura é ser saudável
Ser louco é saber aproveitar
Vamos fugir da tristeza
Por muito que ela nos possa ensinar
Vamos sair de casa por hoje
E cada momento saborear
E quem olha e quem critica
Não sabe o que é saber viver
Quem não sabe o que é um pouco de loucura
Só vive para sobreviver
Viver não custa
Custa é saber viver
Muitos sobrevivem
Tão poucos fazem por saber viver
E na loucura mergulhar
Quem não é louco é quem não se aventura
Quem não é louco não sabe amar
Vamos esquecer o trabalho
E todas as responsabilidades do lar
Loucura é ser saudável
Ser louco é saber aproveitar
Vamos fugir da tristeza
Por muito que ela nos possa ensinar
Vamos sair de casa por hoje
E cada momento saborear
E quem olha e quem critica
Não sabe o que é saber viver
Quem não sabe o que é um pouco de loucura
Só vive para sobreviver
Viver não custa
Custa é saber viver
Muitos sobrevivem
Tão poucos fazem por saber viver
O Tempo que já não existe
O trabalho é muito mais do que só o nosso trabalho
É onde passamos a maior parte da nossa vida
O trabalho é a família
E a família perdeu o seu lugar
As horas passam e os dias correm
Não há tempo para um abraço
Ouvem-se cumprimentos por educação
Mas ninguém pára para ouvir a resposta
É o stress e a pressão
É a correria e a solidão
Os nossos dias eles comandam
Ninguém mais ouve o seu coração
Não há tempo
Não há tempo...
É onde passamos a maior parte da nossa vida
O trabalho é a família
E a família perdeu o seu lugar
As horas passam e os dias correm
Não há tempo para um abraço
Ouvem-se cumprimentos por educação
Mas ninguém pára para ouvir a resposta
É o stress e a pressão
É a correria e a solidão
Os nossos dias eles comandam
Ninguém mais ouve o seu coração
Não há tempo
Não há tempo...
Parar de fugir
Não sei como não sei porquê
As pessoas se atropelam
Ninguém pára de correr
Não sei onde nem para onde
As pessoas não páram
Correm e fogem de quê?
Não sei dizer nem sei sentir
A tranquilidade que falta
A vontade de fugir
Agora já sei andar e já sei sorrir
Seguir o caminho
Para onde quero ir
Sozinha ou acompanhada
O meu rumo é este
Se é normal ou é loucura
O que importa é seguir em frente
E não fugir
As pessoas se atropelam
Ninguém pára de correr
Não sei onde nem para onde
As pessoas não páram
Correm e fogem de quê?
Não sei dizer nem sei sentir
A tranquilidade que falta
A vontade de fugir
Agora já sei andar e já sei sorrir
Seguir o caminho
Para onde quero ir
Sozinha ou acompanhada
O meu rumo é este
Se é normal ou é loucura
O que importa é seguir em frente
E não fugir
Dentro de ti
Esquece o que os outros dizem
Esquece o que os outros pensam
Olha para ti e vive como sentes
Quando te vês ao espelho és tu mesmo
E tu sabes o que está lá dentro
Podem te dizer que és lindo
Podem te dizer que és o melhor
Mas se não o sentires que adianta?
Vive para ti no teu interior
E o mundo fará mais sentido
A nossa sabedoria está cá dentro
Por mais que a procures em qualquer lado
Verás e reconhecerás que tudo o que te ensinam
Tu na realidade já sabias
Somente estava adormecido.
Esquece o que os outros pensam
Olha para ti e vive como sentes
Quando te vês ao espelho és tu mesmo
E tu sabes o que está lá dentro
Podem te dizer que és lindo
Podem te dizer que és o melhor
Mas se não o sentires que adianta?
Vive para ti no teu interior
E o mundo fará mais sentido
A nossa sabedoria está cá dentro
Por mais que a procures em qualquer lado
Verás e reconhecerás que tudo o que te ensinam
Tu na realidade já sabias
Somente estava adormecido.
18 junho 2008
Louca?
Vivemos na Era da Escravidão emocional...
Corremos e corremos e corremos...
E não nos resta tempo para nós próprios!
A pressão e o stress que temos nos nossos dias
Não nos deixam tempo nem forças para nos dedicarmos a nós mesmos!
Pergunto-me quantos filhos têm carinho e atenção por dia?
Quantos amantes se amam sem pressas por uma noite?
Quantas pessoas fazem algo por prazer depois de sairem do seu trabalho?
Quantas flores são regadas?
Quantas montanhas são contempladas?
Quantos sonhos são realizados?
Quantos medos são tratados?
Quantas mágoas são curadas?
E depois dizem que eu é que sou a louca...?!
Por viajar de mochila às costas e o mundo explorar e e contemplar?
Por fazer algo diferente aos olhos de quem só trabalha?
Por ir atrás de um sonho?
Por querer me conhecer melhor?
Por querer curar as minhas mágoas e trabalhar os meus medos?
Fossemos todos um pouco loucos assim...
Corremos e corremos e corremos...
E não nos resta tempo para nós próprios!
A pressão e o stress que temos nos nossos dias
Não nos deixam tempo nem forças para nos dedicarmos a nós mesmos!
Pergunto-me quantos filhos têm carinho e atenção por dia?
Quantos amantes se amam sem pressas por uma noite?
Quantas pessoas fazem algo por prazer depois de sairem do seu trabalho?
Quantas flores são regadas?
Quantas montanhas são contempladas?
Quantos sonhos são realizados?
Quantos medos são tratados?
Quantas mágoas são curadas?
E depois dizem que eu é que sou a louca...?!
Por viajar de mochila às costas e o mundo explorar e e contemplar?
Por fazer algo diferente aos olhos de quem só trabalha?
Por ir atrás de um sonho?
Por querer me conhecer melhor?
Por querer curar as minhas mágoas e trabalhar os meus medos?
Fossemos todos um pouco loucos assim...
O Silêncio que também se ouve
Há dias em que tento escrever mas não consigo...
Parece que estou vazia e com tanto cá dentro!
As palavras não saiem e parecem nem ter sentido...
Há momentos em que quero gritar, mas falta-me o fôlego, a força, a voz...
Mas o silêncio é mais poderoso que um grito...
As palavras ferem, mas o silêncio vai além das feridas e das mágoas...
É no silêncio que nos podemos encontrar com o nosso equilíbrio e harmonia do Ser.
Eu não temo o silêncio - gosto dele, passei a gostar dele e da sua serenidade...
Tornou-se uma companhia para mim.
E o silêncio também se ouve, só que nem todos o sabem ouvir...
Vivo da música e cada momento tem a sua melodia,
Mas aprender a contemplar o silêncio é de facto maravilhoso e tranquilizante.
E não conheço silêncio mais belo do que o do cimo de uma montanha,
Longe de tudo e de todos, apenas com a Mãe Natureza a abraçar-me, no seu silêncio!
E a solidão?
Não me sinto só, embora sozinha.
É no cimo dessa montanha, comigo mesma e com esse silêncio
Que melhor acompanhada me sinto!
A pior das solidões é sentirmo-nos sós rodeados de gente,
Aí sim, é a verdadeira solidão!
Parece que estou vazia e com tanto cá dentro!
As palavras não saiem e parecem nem ter sentido...
Há momentos em que quero gritar, mas falta-me o fôlego, a força, a voz...
Mas o silêncio é mais poderoso que um grito...
As palavras ferem, mas o silêncio vai além das feridas e das mágoas...
É no silêncio que nos podemos encontrar com o nosso equilíbrio e harmonia do Ser.
Eu não temo o silêncio - gosto dele, passei a gostar dele e da sua serenidade...
Tornou-se uma companhia para mim.
E o silêncio também se ouve, só que nem todos o sabem ouvir...
Vivo da música e cada momento tem a sua melodia,
Mas aprender a contemplar o silêncio é de facto maravilhoso e tranquilizante.
E não conheço silêncio mais belo do que o do cimo de uma montanha,
Longe de tudo e de todos, apenas com a Mãe Natureza a abraçar-me, no seu silêncio!
E a solidão?
Não me sinto só, embora sozinha.
É no cimo dessa montanha, comigo mesma e com esse silêncio
Que melhor acompanhada me sinto!
A pior das solidões é sentirmo-nos sós rodeados de gente,
Aí sim, é a verdadeira solidão!
17 junho 2008
14 junho 2008
Sou...
Sou alegria e sou tristeza
Sou dúvida e sou certeza
Sou o medo e a aventura
O sonho e a realidade
Sou o certo com o incerto
A procura e a busca
Sou a ar e sou a terra
Água que corre e fogo que arde
Sou o Ser que ainda não veio...
Sou dúvida e sou certeza
Sou o medo e a aventura
O sonho e a realidade
Sou o certo com o incerto
A procura e a busca
Sou a ar e sou a terra
Água que corre e fogo que arde
Sou o Ser que ainda não veio...
E por vezes somos surpreendidos com uma linda e doce mensagem vinda do “distante”
Em momentos que nem sempre são os melhores
E nem por não serem bons
Mas apenas e somente porque a emoção existe e esta nem sempre é positiva ou tão boa quanto desejariamos que fosse
Por vezes esquecemo-nos do valor que nós próprios temos
Em função da ausência ou frieza de alguém
Ou por força das circunstâncias do nosso dia-a-dia
A pressão..o stress...as pessoas que se esquecem que são pessoas antes de serem mais qualquer outra coisa ou desempenharem qualquer outra função
Feliz daquele que se encontra rumo ao seu caminho
E consegue ultrapassar certas barreiras
Conciliando o seu objectivo com tantos outros que lhes são impostos...
Em momentos que nem sempre são os melhores
E nem por não serem bons
Mas apenas e somente porque a emoção existe e esta nem sempre é positiva ou tão boa quanto desejariamos que fosse
Por vezes esquecemo-nos do valor que nós próprios temos
Em função da ausência ou frieza de alguém
Ou por força das circunstâncias do nosso dia-a-dia
A pressão..o stress...as pessoas que se esquecem que são pessoas antes de serem mais qualquer outra coisa ou desempenharem qualquer outra função
Feliz daquele que se encontra rumo ao seu caminho
E consegue ultrapassar certas barreiras
Conciliando o seu objectivo com tantos outros que lhes são impostos...
Inquietações
Cada ruído
Cada vício
Cada tilintar
Um simples respirar...
A companhia
E os hábitos
As coisas
E o lugar delas...
Os pensamentos
E os sentimentos
As emoções
E as ansiedades...
Inquietações que se despertam
Troca-se a calma pela irritação
Cada ruído me leva
Cada som me perturba...
Cada vício
Cada tilintar
Um simples respirar...
A companhia
E os hábitos
As coisas
E o lugar delas...
Os pensamentos
E os sentimentos
As emoções
E as ansiedades...
Inquietações que se despertam
Troca-se a calma pela irritação
Cada ruído me leva
Cada som me perturba...
Um dia com os media
As desgraças na tv e as notícias do jornal
O povo que consome e devora tudo o que há de mal
Tomamos catástrofres ao pequeno almoço
Almoçamos com as calamidades
Lanchamos com as desgraças dos outros
E mais tarde, ao jantar, a guerra senta-se à nossa mesa....
O povo que consome e devora tudo o que há de mal
Tomamos catástrofres ao pequeno almoço
Almoçamos com as calamidades
Lanchamos com as desgraças dos outros
E mais tarde, ao jantar, a guerra senta-se à nossa mesa....
08 junho 2008
Ninguém é só o que aparenta ser
Um silêncio que se esconde por detrás de um grito
Uma mágoa que se revela como agressividade
Uma defesa subentendida num ataque
Uma lágrima que molha um sorriso
Um ódio que apaga um grande amor
Uma corrida louca que não deixa abraçar a calma
Mas ninguém é só o que aparenta ser.
Uma mágoa que se revela como agressividade
Uma defesa subentendida num ataque
Uma lágrima que molha um sorriso
Um ódio que apaga um grande amor
Uma corrida louca que não deixa abraçar a calma
Mas ninguém é só o que aparenta ser.
05 junho 2008
Ausente
Hoje estou ausente de algumas coisas…
Ausente da vida de algumas pessoas…
Já estivemos tão perto e hoje tão longe…
Hoje aprendo a viver sem elas…
Aprendo a contentar-me com elas dentro do meu coração
Onde permanecerão para sempre
E jamais serão esquecidas…
Aí tenho um lugar para cada uma
E o carinho e gratidão por elas para sempre aí viverá.
Hoje tento lutar contra esta vontade
Contra esta Saudade
Contra esta mania de não querer largar o passado
Alguém que já esteve tão perto
Alguém com quem sorri
Alguém com quem chorei
Alguém que me compreendeu
E alguém com quem também me desentendi…
Hoje sei o que estas pessoas valem para mim
A importância que elas têm na minha vida
Mas como lidar com o pensamento?
Como lidar com o sentimento?
Como largar e deixar ir o que sentimos que nos preenche?
Ausente da vida de algumas pessoas…
Já estivemos tão perto e hoje tão longe…
Hoje aprendo a viver sem elas…
Aprendo a contentar-me com elas dentro do meu coração
Onde permanecerão para sempre
E jamais serão esquecidas…
Aí tenho um lugar para cada uma
E o carinho e gratidão por elas para sempre aí viverá.
Hoje tento lutar contra esta vontade
Contra esta Saudade
Contra esta mania de não querer largar o passado
Alguém que já esteve tão perto
Alguém com quem sorri
Alguém com quem chorei
Alguém que me compreendeu
E alguém com quem também me desentendi…
Hoje sei o que estas pessoas valem para mim
A importância que elas têm na minha vida
Mas como lidar com o pensamento?
Como lidar com o sentimento?
Como largar e deixar ir o que sentimos que nos preenche?
?
Disputamos as lideranças
Consciente ou inconscientemente;
Julgamos e acusamos
Sem querer ou propositadamente;
Sentimo-nos magoados
Por algo que simplesmente alguém é;
Questionamos palavras
Não entendemos sentimentos;
Temos saudades e sentimos falta
Do que nunca chegou a ser nosso;
Pomos em causa a nossa própria atitude
Em função de ausências e friezas;
Somos fiéis a nós próprios
E condenados por isso;
Somos verdadeiros
Mas a verdade magoa….
E apenas queremos ser doces
Apenas queremos um abraço
Apenas queremos ser compreendidos…
Consciente ou inconscientemente;
Julgamos e acusamos
Sem querer ou propositadamente;
Sentimo-nos magoados
Por algo que simplesmente alguém é;
Questionamos palavras
Não entendemos sentimentos;
Temos saudades e sentimos falta
Do que nunca chegou a ser nosso;
Pomos em causa a nossa própria atitude
Em função de ausências e friezas;
Somos fiéis a nós próprios
E condenados por isso;
Somos verdadeiros
Mas a verdade magoa….
E apenas queremos ser doces
Apenas queremos um abraço
Apenas queremos ser compreendidos…
30 maio 2008
"Mentir para si mesmo é sempre a pior mentira"
De que adianta agradares tudo e todos e não te agradares a ti mesmo?
Quantas vezes fazes o que os outros esperam de ti e não o que querias realmente fazer?
Para quê ajudares os outros a sorrirem, se por dentro, o teu próprio coração chora?
Não será tempo de olhares a ti mesmo?
Quantas vezes, para evitares ferir ou magoar alguém, não te anulaste?
Esquecendo-te das tuas próprias crenças e valores? Dos teus gostos e desejos?
Escondendo os teus defeitos, mostrando apenas as tuas virtudes…Como se estas fossem mais importantes do que o medo que te faz crescer…
Quantas horas, quantos dias, quantos meses, já te dedicaste a alguém ou a alguma causa, não parando um só segundo para pensar em ti? No que precisas…no que sentes…
Tudo isso é bom….Tudo isso é lindo….
Mas esqueceres-te de ti mesmo é cruel….
Há tantas maneiras de ajudar o outro, de contribuir para o mundo, de ser um melhor Ser Humano…
Uma delas será começares por ser fiel a ti mesmo.
Assim, já estarás a contribuir, não enganando ninguém – começando por ti próprio.
Quantas vezes fazes o que os outros esperam de ti e não o que querias realmente fazer?
Para quê ajudares os outros a sorrirem, se por dentro, o teu próprio coração chora?
Não será tempo de olhares a ti mesmo?
Quantas vezes, para evitares ferir ou magoar alguém, não te anulaste?
Esquecendo-te das tuas próprias crenças e valores? Dos teus gostos e desejos?
Escondendo os teus defeitos, mostrando apenas as tuas virtudes…Como se estas fossem mais importantes do que o medo que te faz crescer…
Quantas horas, quantos dias, quantos meses, já te dedicaste a alguém ou a alguma causa, não parando um só segundo para pensar em ti? No que precisas…no que sentes…
Tudo isso é bom….Tudo isso é lindo….
Mas esqueceres-te de ti mesmo é cruel….
Há tantas maneiras de ajudar o outro, de contribuir para o mundo, de ser um melhor Ser Humano…
Uma delas será começares por ser fiel a ti mesmo.
Assim, já estarás a contribuir, não enganando ninguém – começando por ti próprio.
O medo
O medo que nos impede de falar
O medo que nos impede de agir
O medo que nos impede de seguir em frente
O medo de não arriscar
O medo de falhar
O medo de ficarmos sós
O medo de tudo perder
O medo que nos acelera a respiração
E não nos deixa pensar como deve ser…
Esse medo…
Aquele medo…
É o mesmo medo que nos faz crescer
É o mesmo medo que nos acorda
É o medo que nos ajuda
Que nos faz ultrapassar obstáculos e barreiras
Vencer batalhas
E quem sabe algumas guerras!
O medo que nos impede de agir
O medo que nos impede de seguir em frente
O medo de não arriscar
O medo de falhar
O medo de ficarmos sós
O medo de tudo perder
O medo que nos acelera a respiração
E não nos deixa pensar como deve ser…
Esse medo…
Aquele medo…
É o mesmo medo que nos faz crescer
É o mesmo medo que nos acorda
É o medo que nos ajuda
Que nos faz ultrapassar obstáculos e barreiras
Vencer batalhas
E quem sabe algumas guerras!
29 maio 2008
A eterna luta
Eu tento não magoar os outros
Mas também tento não me magoar a mim mesma;
Eu tento não pensar só em mim
Mas também tento não me esquecer de mim;
Eu tento estar sempre presente
Mas às vezes necessito ficar ausente;
Eu tento não deixar de dizer o que sinto
Mas por vezes o silêncio é precioso;
Eu tento e luto para ser uma pessoa melhor
Mas eu não sou melhor que ninguém;
Eu tento não enganar os outros
Mas por vezes não consigo evitar enganar-me a mim mesma;
Eu tento me explicar e me justificar quando erro
Mas errar é humano…
E eu não tenho que provar nada a ninguém;
E eu tento lutar…
Mas sei que nem sempre conseguirei vencer.
Mas também tento não me magoar a mim mesma;
Eu tento não pensar só em mim
Mas também tento não me esquecer de mim;
Eu tento estar sempre presente
Mas às vezes necessito ficar ausente;
Eu tento não deixar de dizer o que sinto
Mas por vezes o silêncio é precioso;
Eu tento e luto para ser uma pessoa melhor
Mas eu não sou melhor que ninguém;
Eu tento não enganar os outros
Mas por vezes não consigo evitar enganar-me a mim mesma;
Eu tento me explicar e me justificar quando erro
Mas errar é humano…
E eu não tenho que provar nada a ninguém;
E eu tento lutar…
Mas sei que nem sempre conseguirei vencer.
24 maio 2008
A nossa viagem
Este caminho, esta viagem…
Este trabalho interior…
Esta vida…
A descoberta, a consciência, a mudança…
O facto é que vivemos num determinado nível de consciência e consoante a nossa disposição e vontade para passar ao patamar seguinte, ela vai mudando e com ela vamos mudando, crescendo, evoluindo…
“Quando o discípulo está pronto, o Mestre aparece”
É como se apenas pelo nosso desejo, as portas que dantes pareciam fechadas, agora vão-se abrindo, uma a uma, lentamente, com surpresas…
Surpresas que dizem ser boas, outras más… Mas para mim, não são boas nem más, são as correctas, são necessárias…Por mais que não pareçam fazer sentido e até doam, são as que nos vão levar ao nosso caminho.
São como as escolhas que fazemos ao longo da nossa vida…elas não são certas nem erradas, não são boas nem más, são simplesmente, as nossas escolhas.
No entanto e como já tão bem se sabe, todo o processo de evolução, crescimento e auto-conhecimento poderá implicar dor.
É difícil reconhecermo-nos a nós próprios…
É difícil aceitarmos que tudo está dentro de nós e não fora….
É difícil apontar o dedo para nós próprios e não para os outros…
Que doloroso é…
Mas que gratificante ainda mais o é!
Ao reconhecermo-nos como criadores de tudo o que somos e temos,
Vamos ao encontro da sabedoria, da verdade, do nosso Eu interior.
A guerra entre o ego e o verdadeiro eu, deixa de ser a eterna guerra sem sentido
Este trabalho interior…
Esta vida…
A descoberta, a consciência, a mudança…
O facto é que vivemos num determinado nível de consciência e consoante a nossa disposição e vontade para passar ao patamar seguinte, ela vai mudando e com ela vamos mudando, crescendo, evoluindo…
“Quando o discípulo está pronto, o Mestre aparece”
É como se apenas pelo nosso desejo, as portas que dantes pareciam fechadas, agora vão-se abrindo, uma a uma, lentamente, com surpresas…
Surpresas que dizem ser boas, outras más… Mas para mim, não são boas nem más, são as correctas, são necessárias…Por mais que não pareçam fazer sentido e até doam, são as que nos vão levar ao nosso caminho.
São como as escolhas que fazemos ao longo da nossa vida…elas não são certas nem erradas, não são boas nem más, são simplesmente, as nossas escolhas.
No entanto e como já tão bem se sabe, todo o processo de evolução, crescimento e auto-conhecimento poderá implicar dor.
É difícil reconhecermo-nos a nós próprios…
É difícil aceitarmos que tudo está dentro de nós e não fora….
É difícil apontar o dedo para nós próprios e não para os outros…
Que doloroso é…
Mas que gratificante ainda mais o é!
Ao reconhecermo-nos como criadores de tudo o que somos e temos,
Vamos ao encontro da sabedoria, da verdade, do nosso Eu interior.
A guerra entre o ego e o verdadeiro eu, deixa de ser a eterna guerra sem sentido
E passa a ser uma batalha…várias pequenas batalhas, diárias, cujas várias vitórias se tornam a iluminação do sentido do nosso viver.
Os nossos erros e a nossa dor, são grandes aliados nesta jornada.
Tal como o medo, que outrora nos impedia de avançar, hoje é o nosso melhor amigo, revelando-nos o que tanto queremos e por isso, receamos.
Os nossos erros e a nossa dor, são grandes aliados nesta jornada.
Tal como o medo, que outrora nos impedia de avançar, hoje é o nosso melhor amigo, revelando-nos o que tanto queremos e por isso, receamos.
E não tenhamos pressa, apenas o desejo e a consciência.
Parar é necessário.
Há tempos,
De tanto procurar, me perdi
De tanto querer, pouco alcancei
De tanto querer sorrir, tantas vezes que chorei
De tanto sonhar, pouco realizei
De tanto a alguém me querer dar,
Foi sozinha que me encontrei…
E foi sozinha que me apercebi
Que está tudo dentro de mim.
Tudo o que procurei
Tudo o que sempre quis
Tudo o que sonhei
E tudo o que ignorei…
Procurando,
Noutro lugar
Noutra pessoa
Noutra aventura
Noutro momento
O que já existe, o que já é, o que sempre foi e sempre será….
De tanto correr, acabei por parar…
E foi parando que me reconheci
Foi parando que me libertei
Foi parando que me comecei a amar
Foi parando que me apercebi
Que afinal nunca quis correr desta maneira
Fugindo de algo que eu própria não tinha consciência
Agora,
Ouço-me
E observo-me…
Tento ser a espectadora do meu próprio teatro que é a minha vida…
Agora,
Ouço e convivo com o silêncio e este não me incomoda mais…
As lágrimas que agora correm o meu rosto,
Não são só de tristeza, mas são de alegria e gratidão.
Afinal parar não é morrer como um dia acreditei…
Afinal, parar é necessário…
De tanto procurar, me perdi
De tanto querer, pouco alcancei
De tanto querer sorrir, tantas vezes que chorei
De tanto sonhar, pouco realizei
De tanto a alguém me querer dar,
Foi sozinha que me encontrei…
E foi sozinha que me apercebi
Que está tudo dentro de mim.
Tudo o que procurei
Tudo o que sempre quis
Tudo o que sonhei
E tudo o que ignorei…
Procurando,
Noutro lugar
Noutra pessoa
Noutra aventura
Noutro momento
O que já existe, o que já é, o que sempre foi e sempre será….
De tanto correr, acabei por parar…
E foi parando que me reconheci
Foi parando que me libertei
Foi parando que me comecei a amar
Foi parando que me apercebi
Que afinal nunca quis correr desta maneira
Fugindo de algo que eu própria não tinha consciência
Agora,
Ouço-me
E observo-me…
Tento ser a espectadora do meu próprio teatro que é a minha vida…
Agora,
Ouço e convivo com o silêncio e este não me incomoda mais…
As lágrimas que agora correm o meu rosto,
Não são só de tristeza, mas são de alegria e gratidão.
Afinal parar não é morrer como um dia acreditei…
Afinal, parar é necessário…
22 maio 2008
4 Elementos
Os rios.
Os lagos.
O mar.
O oceano.
A água…
As montanhas.
Os vales.
O campo.
A praia.
A terra…
A lua.
E as estrelas.
O sol.
O calor.
O Fogo…
O céu.
As nuvens.
A brisa.
E o vento.
O frio.
O ar…
Gostava de me deixar correr como um rio…
Ter a beleza de um lago…
A força do mar…
E a imensidão de um Oceano.
Gostava de ser grande como as montanhas…
Profunda como os vales…
Ter tanto para oferecer como o campo…
E ser leve como a areia de uma praia.
Gostava de ter o sorriso da lua…
E ter tantos amigos como as estrelas…
De ser a luz de alguém como o sol que me ilumina…
E todos os dias ter o calor de um abraço.
Gostava de ser o infinito do céu…
E poder brincar nas nuvens…
Ser a brisa de uma noite quente….
E ser o vento forte no cimo de uma montanha…
O frio…? Que eu seja sempre capaz de me aquecer
Os lagos.
O mar.
O oceano.
A água…
As montanhas.
Os vales.
O campo.
A praia.
A terra…
A lua.
E as estrelas.
O sol.
O calor.
O Fogo…
O céu.
As nuvens.
A brisa.
E o vento.
O frio.
O ar…
Gostava de me deixar correr como um rio…
Ter a beleza de um lago…
A força do mar…
E a imensidão de um Oceano.
Gostava de ser grande como as montanhas…
Profunda como os vales…
Ter tanto para oferecer como o campo…
E ser leve como a areia de uma praia.
Gostava de ter o sorriso da lua…
E ter tantos amigos como as estrelas…
De ser a luz de alguém como o sol que me ilumina…
E todos os dias ter o calor de um abraço.
Gostava de ser o infinito do céu…
E poder brincar nas nuvens…
Ser a brisa de uma noite quente….
E ser o vento forte no cimo de uma montanha…
O frio…? Que eu seja sempre capaz de me aquecer
Gratidão
Agradeço a todos aqueles que um dia me fizeram sorrir,
E a todos aqueles que me secaram as lágrimas…
Agradeço também aos que me deixaram cair essas mesmas lágrimas,
Pois com esses, eu aprendi e cresci.
Agradeço a quem um dia me deu a mão,
Mas também a quem um dia, me deixou cair,
Pois dessa forma, aprendi a levantar-me.
Agradeço aos que estão presentes, aos que passaram e aos que hão-de vir…
Agradeço mesmo a quem um dia me magoou,
Porque com esse, aprendi mais uma lição…
E infelizmente, o sofrimento trás sabedoria.
Agradeço a quem esteve ao meu lado, nos meus piores dias,
Mas também a quem me abandonou,
Pois dessa forma dei valor e reconheci os meus verdadeiros amigos.
Agradeço aos amigos que tenho e que tive e que irei ter…
Aos amigos do coração,
E aos amigos da diversão.
Aos amigos próximos,
E aos amigos afastados.
Aos amigos de infância,
E aos amigos recentes.
Aos amigos virtuais,
E aos amigos reais.
Todos eles, de alguma forma, contribuíram para algum momento da minha vida, nem que fosse, um breve instante.
Agradeço a quem me ajuda a ver a realidade,
A quem me ajuda a viver com os meus pés na terra.
Mas também agradeço aos que me ajudam a sonhar
E me incentivam a voar mais alto.
E até agradeço aos que me irritam,
Pois eles permitem-me ver uma parte de mim…escondida,
São, de certa forma e em certa parte, o meu espelho…
Agradeço assim a todas as pessoas que eu atraí para a minha vida.
Eles foram, são e serão, de alguma forma, os meus Mestres.
E a todos aqueles que me secaram as lágrimas…
Agradeço também aos que me deixaram cair essas mesmas lágrimas,
Pois com esses, eu aprendi e cresci.
Agradeço a quem um dia me deu a mão,
Mas também a quem um dia, me deixou cair,
Pois dessa forma, aprendi a levantar-me.
Agradeço aos que estão presentes, aos que passaram e aos que hão-de vir…
Agradeço mesmo a quem um dia me magoou,
Porque com esse, aprendi mais uma lição…
E infelizmente, o sofrimento trás sabedoria.
Agradeço a quem esteve ao meu lado, nos meus piores dias,
Mas também a quem me abandonou,
Pois dessa forma dei valor e reconheci os meus verdadeiros amigos.
Agradeço aos amigos que tenho e que tive e que irei ter…
Aos amigos do coração,
E aos amigos da diversão.
Aos amigos próximos,
E aos amigos afastados.
Aos amigos de infância,
E aos amigos recentes.
Aos amigos virtuais,
E aos amigos reais.
Todos eles, de alguma forma, contribuíram para algum momento da minha vida, nem que fosse, um breve instante.
Agradeço a quem me ajuda a ver a realidade,
A quem me ajuda a viver com os meus pés na terra.
Mas também agradeço aos que me ajudam a sonhar
E me incentivam a voar mais alto.
E até agradeço aos que me irritam,
Pois eles permitem-me ver uma parte de mim…escondida,
São, de certa forma e em certa parte, o meu espelho…
Agradeço assim a todas as pessoas que eu atraí para a minha vida.
Eles foram, são e serão, de alguma forma, os meus Mestres.
19 maio 2008
Um olhar
Às vezes olho…
Observo as coisas, as pessoas…
E apenas com um olhar,
Chego a reconhecer a beleza onde tudo parecia ser feio…
A ver a luz no meio da escuridão…
E a ouvir o silêncio no meio de uma multidão…
Às vezes, olho…
Olho e lanço o meu olhar para longe…
Perco-me no infinito…
E lá vivo por uns segundos…
Às vezes, olho…
E no silêncio de um olhar
Diz-se mais do que em mil palavras…
Às vezes,
Neste e naquele olhar,
Se vê a verdadeira essência da pessoa…
Sente-se o que ela é,
Independentemente do que ela possa dizer ou fazer…
Apenas com um olhar…
Às vezes, precisamos do olhar de outros,
Para nos vermos…
Precisamos que vejam de fora,
O que somos por dentro…
Quantos de nós não estamos longe de nós próprios?
Quantos de nós, o olhar não engana?
Às vezes olho, mas não vejo…
Gostava de ter o poder,
De por uns breves instantes,
Sair de mim…
Sair de mim…E ver-me…
Ser a minha própria espectadora…
Observar-me…
E lançar-me um olhar,
Capaz de me alcançar…
Observo as coisas, as pessoas…
E apenas com um olhar,
Chego a reconhecer a beleza onde tudo parecia ser feio…
A ver a luz no meio da escuridão…
E a ouvir o silêncio no meio de uma multidão…
Às vezes, olho…
Olho e lanço o meu olhar para longe…
Perco-me no infinito…
E lá vivo por uns segundos…
Às vezes, olho…
E no silêncio de um olhar
Diz-se mais do que em mil palavras…
Às vezes,
Neste e naquele olhar,
Se vê a verdadeira essência da pessoa…
Sente-se o que ela é,
Independentemente do que ela possa dizer ou fazer…
Apenas com um olhar…
Às vezes, precisamos do olhar de outros,
Para nos vermos…
Precisamos que vejam de fora,
O que somos por dentro…
Quantos de nós não estamos longe de nós próprios?
Quantos de nós, o olhar não engana?
Às vezes olho, mas não vejo…
Gostava de ter o poder,
De por uns breves instantes,
Sair de mim…
Sair de mim…E ver-me…
Ser a minha própria espectadora…
Observar-me…
E lançar-me um olhar,
Capaz de me alcançar…
18 maio 2008
Coragem
Por vezes penso que me falta a coragem…
A coragem de fazer o que por vezes sinto…
O sentimento de por vezes querer sair daqui…
Daqui deste lugar que por vezes pareço não pertencer…
Pertencer??
Pertencerei eu a algum sítio ou a alguém?
Haverá lugar, aqui perto ou tão longe, onde afinal, eu sinta que pertenço?
Onde me identificarei?
Haverá pessoa a quem pertenço?
A quem eu realmente me quero dar?
Ou serei apenas eu? Aqui e agora, neste lugar?
Coragem…
Será que me falta mesmo essa coragem?
Coragem de desaparecer…
De deixar tudo para trás e seguir em frente?
Rumo ao desconhecido?
Ao improviso da vida?
Ah que vontade…
Sentirei eu esta vontade porque ela é real e está dentro de mim?
E dentro de mim tudo é verdade!
Dificuldade é ter consciência de tudo o que sou e possuo, cá dentro, bem dentro e fundo de mim…
Coragem…
Ou falta dela?
Ou serei eu tão corajosa que nem reconheço?
Será a verdadeira coragem esta?
De aqui viver e tudo “isto” enfrentar?
Lidar com “isto tudo”…com estas pessoas…com esta pressão…com estes problemas…com estes sentimentos…
Às vezes sinto que “isto tudo” me “suga” e me consome…
E a verdadeira vitória, bem sei…
Seria conseguir aqui continuar sem que nada “disto tudo” me afectasse…me “sugasse”…
E eu vou conseguir…
Eu quero conseguir…
Ou será que não quero?
Será que quero mesmo saber lidar com “isto tudo”?
Ou será que já há muito sei que não é “isto” que eu quero? E pronto?
Tantas questões…
Eternas questões…
Mas isto é crescer…é aprender…é viver…
(….E tantos chamam a este Eu, de “Corajosa”!)
A coragem de fazer o que por vezes sinto…
O sentimento de por vezes querer sair daqui…
Daqui deste lugar que por vezes pareço não pertencer…
Pertencer??
Pertencerei eu a algum sítio ou a alguém?
Haverá lugar, aqui perto ou tão longe, onde afinal, eu sinta que pertenço?
Onde me identificarei?
Haverá pessoa a quem pertenço?
A quem eu realmente me quero dar?
Ou serei apenas eu? Aqui e agora, neste lugar?
Coragem…
Será que me falta mesmo essa coragem?
Coragem de desaparecer…
De deixar tudo para trás e seguir em frente?
Rumo ao desconhecido?
Ao improviso da vida?
Ah que vontade…
Sentirei eu esta vontade porque ela é real e está dentro de mim?
E dentro de mim tudo é verdade!
Dificuldade é ter consciência de tudo o que sou e possuo, cá dentro, bem dentro e fundo de mim…
Coragem…
Ou falta dela?
Ou serei eu tão corajosa que nem reconheço?
Será a verdadeira coragem esta?
De aqui viver e tudo “isto” enfrentar?
Lidar com “isto tudo”…com estas pessoas…com esta pressão…com estes problemas…com estes sentimentos…
Às vezes sinto que “isto tudo” me “suga” e me consome…
E a verdadeira vitória, bem sei…
Seria conseguir aqui continuar sem que nada “disto tudo” me afectasse…me “sugasse”…
E eu vou conseguir…
Eu quero conseguir…
Ou será que não quero?
Será que quero mesmo saber lidar com “isto tudo”?
Ou será que já há muito sei que não é “isto” que eu quero? E pronto?
Tantas questões…
Eternas questões…
Mas isto é crescer…é aprender…é viver…
(….E tantos chamam a este Eu, de “Corajosa”!)
17 maio 2008
O vazio
O vazio e a saudade de alguém que nunca veio…
O vazio e a vontade de ter algo que nunca se teve…
O vazio e o medo de se fazer algo que nunca foi feito…
O vazio e o silêncio das palavras que nunca foram ditas…
O vazio e a esperança de alcançar o sonho nunca realizado…
O vazio que é preenchido pelas coisas…
Coisas materiais…Coisas inúteis… Coisas e mais coisas que vamos adquirindo sempre querendo mais e mais…esquecendo-nos do que realmente importa….do que realmente queremos…
Procurando fora o que está dentro…
Coisas que o tempo leva…
O tempo que passa…
O tempo que não volta mais…
O tempo que é o vazio…
O vazio das coisas…
O vazio do Ser…
Coisas e coisas e coisas…
Se as retiramos das nossas vidas…o que nos resta?
O vazio e a vontade de ter algo que nunca se teve…
O vazio e o medo de se fazer algo que nunca foi feito…
O vazio e o silêncio das palavras que nunca foram ditas…
O vazio e a esperança de alcançar o sonho nunca realizado…
O vazio que é preenchido pelas coisas…
Coisas materiais…Coisas inúteis… Coisas e mais coisas que vamos adquirindo sempre querendo mais e mais…esquecendo-nos do que realmente importa….do que realmente queremos…
Procurando fora o que está dentro…
Coisas que o tempo leva…
O tempo que passa…
O tempo que não volta mais…
O tempo que é o vazio…
O vazio das coisas…
O vazio do Ser…
Coisas e coisas e coisas…
Se as retiramos das nossas vidas…o que nos resta?
Honduras e Belize
Não há paragens de autocarro…nem há estradas…há caminhos….
Pessoas na beira da estrada acenam e o Bus pára, quantas vezes for preciso…
Horas e horas viajamos por caminhos de terra batida, apenas com a paisagem de selva de um lado, selva do outro…e nada mais no horizonte…
Somos largadas no meio da estrada e esperamos alguém que nos leve…a algum lado…
Lado esse que nada tinha, senão praia e areia que poderia ser paradisíaca, não fossem estar misturadas com tanta lixeira…
Andamos um pouco e mais um pouco…Caminhada que nos leva ao Resort e onde usufruímos da beleza e quietude da paisagem…das águas…da praia….do momento…
Pessoas de cor negra…
Vestidas a traje de missa…
Reunião em plena rua, por debaixo de um prédio qualquer…
Casas simples, velhas, coloridas e suspensas em pilares com alpendres de mármore, mas interiores de contraplacado…
Todos nos falam
Todos nos sorriem
Aqui os sorrisos trocam-se como palavras
E os rostos repetidos tornam-se “amigos”!
A curiosidade e o espanto sobre a nossa origem é uma constante
As nossas palavras ecoam como ruídos estranhos de local desconhecido…
Viajamos no meio do povo,
Nos velhos “School Bus” amarelos, de janelas abertas e cabelos ao vento…
Fazem-se corridas nas “vanetes”, gritos e assobios…pica-se o ponto…
Bebemos sumos em sacos plásticos…
O povo aqui é uma mistura…
Traços que se fundem num “mix” de indígenas, espanhóis, americanos, latinos, mexicanos….
Rostos vincados, olhos esticados, peles escuras e sorrisos nos lábios…
Horas e horas viajamos pelos caminhos de terra batida…
De um lado selva e índios…do outro….índios e selva…
Civilizações perdidas no tempo…
Uma longa caminhada nos leva a uma gruta gigante, escura e mística…
Nadamos pela escuridão e na água gélida…
Luzes na testa iluminando o mínimo de tamanha imensidão…
Emoção, adrenalina, surpresa, medo, alegria, silêncio, curiosidade, sensação única de momento inexplicável…
Risos que se misturam com os nervos
Gritos que se perdem no silêncio…no maior e mais profundo silêncio que jamais experimentei na vida, fundido pela escuridão e imensidão das grutas…
Apagam-se as luzes…respira-se e sente-se…o silêncio!! O tudo e o nada! A escuridão…(ou “a iluminação?”)
Somos perseguidas pelas ofertas do que procuramos…
Tudo surge…tudo acontece…
Até mesmo o pior cenário, o pior sítio, nos trás algo de encantador e surpreendente…
Momentos de longas conversas
Momentos de grande silêncio
Momentos de risos, alegrias e emoção
Momentos de pânico, de medo, de expectativa…
Aqui não há vedações…recintos…ou espaços próprios destinados a determinadas áreas…
Escolas na areia onde brincam crianças junto ao “passeio acimentado” da praia…
Cemitérios no meio de estradas, campas na praia…
Campas abandonadas agora dando origem a trajectos pedestres de areia branca, por entre as palmeiras, rumo à praia…
Relaxamos numa esplanada servidas por um típico e simpático casal…
A leve brisa da quente noite, refresca a boa comida e a boa música local inspira o momento…
Flutuamos em águas quentes e transparentes, dislumbrando as imensas cores, feitios e tamanhos da vida marinha da ilha mais pequena e mais paradisíaca que encontrámos…
Descobrimos as terras em carrinhos de Golf a toda a velocidade…
Ilhas parecendo constituídas por gente do mundo…como que uma comunidade de estrangeiros, de todo o mundo, que um dia vem e fica…
Cada um com uma história por contar…
E tanto mais aqui, haveria por contar…
Pessoas na beira da estrada acenam e o Bus pára, quantas vezes for preciso…
Horas e horas viajamos por caminhos de terra batida, apenas com a paisagem de selva de um lado, selva do outro…e nada mais no horizonte…
Somos largadas no meio da estrada e esperamos alguém que nos leve…a algum lado…
Lado esse que nada tinha, senão praia e areia que poderia ser paradisíaca, não fossem estar misturadas com tanta lixeira…
Andamos um pouco e mais um pouco…Caminhada que nos leva ao Resort e onde usufruímos da beleza e quietude da paisagem…das águas…da praia….do momento…
Pessoas de cor negra…
Vestidas a traje de missa…
Reunião em plena rua, por debaixo de um prédio qualquer…
Casas simples, velhas, coloridas e suspensas em pilares com alpendres de mármore, mas interiores de contraplacado…
Todos nos falam
Todos nos sorriem
Aqui os sorrisos trocam-se como palavras
E os rostos repetidos tornam-se “amigos”!
A curiosidade e o espanto sobre a nossa origem é uma constante
As nossas palavras ecoam como ruídos estranhos de local desconhecido…
Viajamos no meio do povo,
Nos velhos “School Bus” amarelos, de janelas abertas e cabelos ao vento…
Fazem-se corridas nas “vanetes”, gritos e assobios…pica-se o ponto…
Bebemos sumos em sacos plásticos…
O povo aqui é uma mistura…
Traços que se fundem num “mix” de indígenas, espanhóis, americanos, latinos, mexicanos….
Rostos vincados, olhos esticados, peles escuras e sorrisos nos lábios…
Horas e horas viajamos pelos caminhos de terra batida…
De um lado selva e índios…do outro….índios e selva…
Civilizações perdidas no tempo…
Uma longa caminhada nos leva a uma gruta gigante, escura e mística…
Nadamos pela escuridão e na água gélida…
Luzes na testa iluminando o mínimo de tamanha imensidão…
Emoção, adrenalina, surpresa, medo, alegria, silêncio, curiosidade, sensação única de momento inexplicável…
Risos que se misturam com os nervos
Gritos que se perdem no silêncio…no maior e mais profundo silêncio que jamais experimentei na vida, fundido pela escuridão e imensidão das grutas…
Apagam-se as luzes…respira-se e sente-se…o silêncio!! O tudo e o nada! A escuridão…(ou “a iluminação?”)
Somos perseguidas pelas ofertas do que procuramos…
Tudo surge…tudo acontece…
Até mesmo o pior cenário, o pior sítio, nos trás algo de encantador e surpreendente…
Momentos de longas conversas
Momentos de grande silêncio
Momentos de risos, alegrias e emoção
Momentos de pânico, de medo, de expectativa…
Aqui não há vedações…recintos…ou espaços próprios destinados a determinadas áreas…
Escolas na areia onde brincam crianças junto ao “passeio acimentado” da praia…
Cemitérios no meio de estradas, campas na praia…
Campas abandonadas agora dando origem a trajectos pedestres de areia branca, por entre as palmeiras, rumo à praia…
Relaxamos numa esplanada servidas por um típico e simpático casal…
A leve brisa da quente noite, refresca a boa comida e a boa música local inspira o momento…
Flutuamos em águas quentes e transparentes, dislumbrando as imensas cores, feitios e tamanhos da vida marinha da ilha mais pequena e mais paradisíaca que encontrámos…
Descobrimos as terras em carrinhos de Golf a toda a velocidade…
Ilhas parecendo constituídas por gente do mundo…como que uma comunidade de estrangeiros, de todo o mundo, que um dia vem e fica…
Cada um com uma história por contar…
E tanto mais aqui, haveria por contar…
Mais uma viagem
Honduras, Belize e Miami...
Desta vez a viagem foi diferente...
Mochila às costas, o "kit" da sobrevivência e aí vamos, rumo à aventura...
Esquecendo tudo o que sou aqui...o meu trabalho, a minha casa (e o seu conforto), o meu carro, as minhas cantorias, os meus medos e as minhas ambições, o meu dia-a-dia....
Esquecendo tudo, vive-se cada dia, cada minuto, cada momento, o agora...sem pressas para chegar ao próximo destino...
Parecia que tinha levado uma mega-injecção de "xanax" ou "valeriana" para toda a viagem...pois estava estupefacta comigo mesma...com a serenidade e tranquilidade que sentia, mesmo em situações menos agradáveis (como ter sido largada no meio da estrada, de mochila às costas, após viajar horas e horas e nada avistar no horizonte...) ...
Curioso...
Curioso que aqui ande sempre a "mil"... sempre a "debitar" mil ideias por segundo, sempre a "inventar" novas coisas para fazer, novos cursos, novos hobbies, novos livros para ler, novas pessoas para conhecer...novos sítios para ir...
E na viagem, apenas me deixei ir...E vivi, cada momento, sem imaginar ou ambicionar, o momento seguinte...
Desta vez a viagem foi diferente...
Mochila às costas, o "kit" da sobrevivência e aí vamos, rumo à aventura...
Esquecendo tudo o que sou aqui...o meu trabalho, a minha casa (e o seu conforto), o meu carro, as minhas cantorias, os meus medos e as minhas ambições, o meu dia-a-dia....
Esquecendo tudo, vive-se cada dia, cada minuto, cada momento, o agora...sem pressas para chegar ao próximo destino...
Parecia que tinha levado uma mega-injecção de "xanax" ou "valeriana" para toda a viagem...pois estava estupefacta comigo mesma...com a serenidade e tranquilidade que sentia, mesmo em situações menos agradáveis (como ter sido largada no meio da estrada, de mochila às costas, após viajar horas e horas e nada avistar no horizonte...) ...
Curioso...
Curioso que aqui ande sempre a "mil"... sempre a "debitar" mil ideias por segundo, sempre a "inventar" novas coisas para fazer, novos cursos, novos hobbies, novos livros para ler, novas pessoas para conhecer...novos sítios para ir...
E na viagem, apenas me deixei ir...E vivi, cada momento, sem imaginar ou ambicionar, o momento seguinte...
E agora?
Ensinaram-me a andar
Mas não me ensinaram a cair...
Ensinaram-me a ouvir
Mas não me ensinaram a compreender...
Ensinaram-me a lutar e a vencer
Mas não me ensinaram nem me prepararam para perder...
Ensinaram-me a falar, a saborear, a tocar
Mas não me ensinaram a sentir...
Falam e preparam-nos para um futuro
Mas esquecem-se constantemente, do presente...
E agora?
Mas não me ensinaram a cair...
Ensinaram-me a ouvir
Mas não me ensinaram a compreender...
Ensinaram-me a lutar e a vencer
Mas não me ensinaram nem me prepararam para perder...
Ensinaram-me a falar, a saborear, a tocar
Mas não me ensinaram a sentir...
Falam e preparam-nos para um futuro
Mas esquecem-se constantemente, do presente...
E agora?
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