Há tempos,
De tanto procurar, me perdi
De tanto querer, pouco alcancei
De tanto querer sorrir, tantas vezes que chorei
De tanto sonhar, pouco realizei
De tanto a alguém me querer dar,
Foi sozinha que me encontrei…
E foi sozinha que me apercebi
Que está tudo dentro de mim.
Tudo o que procurei
Tudo o que sempre quis
Tudo o que sonhei
E tudo o que ignorei…
Procurando,
Noutro lugar
Noutra pessoa
Noutra aventura
Noutro momento
O que já existe, o que já é, o que sempre foi e sempre será….
De tanto correr, acabei por parar…
E foi parando que me reconheci
Foi parando que me libertei
Foi parando que me comecei a amar
Foi parando que me apercebi
Que afinal nunca quis correr desta maneira
Fugindo de algo que eu própria não tinha consciência
Agora,
Ouço-me
E observo-me…
Tento ser a espectadora do meu próprio teatro que é a minha vida…
Agora,
Ouço e convivo com o silêncio e este não me incomoda mais…
As lágrimas que agora correm o meu rosto,
Não são só de tristeza, mas são de alegria e gratidão.
Afinal parar não é morrer como um dia acreditei…
Afinal, parar é necessário…
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