Às vezes olho…
Observo as coisas, as pessoas…
E apenas com um olhar,
Chego a reconhecer a beleza onde tudo parecia ser feio…
A ver a luz no meio da escuridão…
E a ouvir o silêncio no meio de uma multidão…
Às vezes, olho…
Olho e lanço o meu olhar para longe…
Perco-me no infinito…
E lá vivo por uns segundos…
Às vezes, olho…
E no silêncio de um olhar
Diz-se mais do que em mil palavras…
Às vezes,
Neste e naquele olhar,
Se vê a verdadeira essência da pessoa…
Sente-se o que ela é,
Independentemente do que ela possa dizer ou fazer…
Apenas com um olhar…
Às vezes, precisamos do olhar de outros,
Para nos vermos…
Precisamos que vejam de fora,
O que somos por dentro…
Quantos de nós não estamos longe de nós próprios?
Quantos de nós, o olhar não engana?
Às vezes olho, mas não vejo…
Gostava de ter o poder,
De por uns breves instantes,
Sair de mim…
Sair de mim…E ver-me…
Ser a minha própria espectadora…
Observar-me…
E lançar-me um olhar,
Capaz de me alcançar…
Sem comentários:
Enviar um comentário