12 outubro 2008

O levantar...

Encontro-me só.
Em frente avisto e dislumbro aquele que mais temo e mais admiro.
Dislumbro-me com a imensidão e com a força do mar.
Aquele que me acolhe
E me recorda tudo aquilo que de maior, sou.
Eu e todos os outros.
Ao longe a escuridão abraça este espaço...
Este espaço que está iluminado aqui e agora, pelo sol.
Este espaço onde crio um pouco do vazio que preciso
Para que permita algo de novo em mim entrar.
Sinto a areia nos pés e no meu corpo.
Ouço as crianças ao longe a brincar...
Elas tropeçam e caiem
E logo de seguida se levantam
E continuam a correr...
Curioso que nos esquecemos da naturalidade do Ser quando crescemos...
Quando nos dias de hoje caimos
E no chão ficamos,
Sem nos recordarmos que foi assim mesmo
Que aprendemos a andar...

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