Por vezes perco-me nas minhas próprias recordações
Nos lugares que conheci
Nas pessoas com quem me cruzei
Nas comidas que já provei
E nos cheiros tão diferentes que já senti!
Por vezes e em certos momentos,
Regresso aos tantos destinos em pensamentos...
Recordo as montanhas que subi e desci
Os castelos por onde me perdi!
Recordo as viagens de barco e as ilhas perdidas nos oceanos
E os tantos peixes coloridos com os quais nadei!
Recordo as feições tão diferentes dos povos que conheci
E as tão estranhas línguas que já ouvi!
Recordo os cheiros e as comidinhas
As boas e as más, as típicas e tão estranhas comidinhas!
Recordo as músicas que embalaram momentos
E as bandas sonoras compostas pelos tão diferentes instrumentos!
Recordo as chuvas tropicais e torrenciais
E os calores abrasadores a que sobrevivi!
Recordo as viagens de autocarro
E as loucas boleias no estrangeiro!
Recordo as cores dos diferentes mares e das diferentes terras
E recordo todas paisagens que abençoada fui por poder contemplar!
1 comentário:
Especialmente, Ana, o sentirmo-nos abençoadas e gratas por tudo isso!! Pela capacidade - tão bonita! - de sentir as coisas dessa forma e ser permeável à beleza e à força das coisas pequeninas... Que bom a Ana também sentir assim!
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