08 outubro 2009

Em busca da verdade

Por vezes queremos tanto encontrar a verdade
Que nos esquecemos onde ela se encontra...
Por vezes é mesmo na busca da verdade
Que nos perdemos...
E quando parece que já estamos perto
Quando até sabemos que já estamos no caminho certo
Somos confrontados com emoções que não conhecemos
E não entendemos...
Não sabemos de onde vêm...
Nem onde se esconderam todo este tempo...
Nem tão pouco sabemos como as libertar...
Por vezes, na busca da verdade,
Da nossa verdade,
Esquecemo-mos que trazemos bagagem...
Bagagem de uma vida inteira...
(Ou de tantas outras vidas mais...)
E procurando nos erguer, rumo à nossa verdade,
Por vezes somos repentinamente derrubados...
E curiosamente, derrubados, por nós próprios!
Por tudo o que armazenamos aqui dentro...
Como aquele velho baú lá de casa
Onde guardamos aquelas coisas todas
Que não nos lembramos mais que, afinal,
Ainda existem....e ainda as guardamos!
Ao procurar a nossa verdade,
A nossa essência,
Ao querer evoluir e caminhar para a nossa própria felicidade,
Descobrimos no nosso interior
O que afinal, nos impede de avançar...
Perdas que julgamos esquecidas
Traumas que julgamos curados
Tristezas que julgamos ultrapassadas
Perguntas que julgamos respondidas
Dúvidas que demos como respostas certas...
Como as várias camadas de uma cebola...
Que pacientemente vamos descascando, uma a uma,
E parecem não ter mais fim...
Cada camada, uma descoberta, uma emoção...
E parte de nós vai assim morrendo
Para que outra parte possa então renascer...
Dar espaço ao novo
Libertando o velho...
A seguir à tempestade vem o sol...
E por vezes, para chegarmos à Harmonia
Temos de enfrentar um turbilhão...
É só preciso confiar...
E seguir, em frente!

O início

Pode ser o fim do início
Ou pode ser o início, do fim...
Pode ser o caminho para o que há de novo
Sendo assim o fim do que já passou...
Pode ser a descoberta, do desconhecido...
E deixar para trás, o já conhecido...

E recordar é viver...

Passeios nocturnos por serras tão belas...
Histórias de nos perdermos e de rebolar...
Subir postes de electricidade e o perigo enfrentar...
Contornar a terceira rocha à esquerda e encontrar o amigo...
Descobrir reservas de água secretas
E paredes giratórias que nos fazem viajar no tempo...
Fontes partidas em parques de diversões...
Passeios às esquadras em forma de excursões...
Lemas e músicas tão nossas e tão típicas...
Separados por nomes de código
Mas sempre unidos!
Do Gingão ao Tacão
Do Bairro ao Porão!
E a correr...senão perdemos o último comboio!
As escadinhas e os recantos
Os pontos de encontro, em cada canto!
Os jogos de matraquilhos tão sérios
E as conversas noite dentro...
Paredes pintadas e com histórias relatadas
Tempo que passou
Momentos vividos e tão bem curtidos!

Recordando...Adolescência... :)

04 outubro 2009

Aqui

É aqui que me encontro...
E é aqui que me reencontro, quando me perco na natureza...
É aqui que respiro fundo e fecho os meus olhos...
E o vento que sopra tão forte, apenas me acaricia o rosto...
Aqui, é o único sítio onde este vento, tão forte, em nada me incomoda...
E apenas intensifica o prazer de apreciar este momento...
Aqui é onde ouço com atenção, as folhas de todas as árvores que me cercam,
Que balançam e ecoam música nos meus ouvidos...
Aqui aprecio este silêncio...
(Que afinal, tanto tem para se ouvir!)
Aqui em cima, sinto-me mais perto de céu...
E aqui, sentada nesta rocha, sinto-me mais ligada à terra...
(A esta Terra!)
Daqui, quase que pareço maior...de ver tudo tão pequenino...
E daqui, também percebo como afinal sou pequenina,
Uma gota de água, num vasto oceano...
Um mero grão de areia, em tamanho deserto...


Sentada no "meu calhau" na Peninha - Sintra